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Cidades da região já receberam mais de 33 mil doses de vacinas contra o coronavírus da CoronaVac e Oxford/AstraZeneca

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Com a chegada das doses da vacina contra o coronavírus desenvolvidas em parceria a Universidade de Oxford, na Inglaterra, e a biofarmacêutica britânica AstraZeneca, as cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense intensificam o planejamento das suas campanhas de vacinação.

A distribuição das 176.220 doses da vacina, chamada de Oxford/AstraZeneca, para as cidades do Estado do Rio foi iniciada nesta segunda-feira, 25, entre elas as cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense.

Ao todo foram 13.870 doses distribuídas para as cidades da região, sendo 1.070 doses para São Pedro da Aldeia, 2.100 para Cabo Frio, 1.800 para Macaé, 1.010 para Rio das Ostras, 400 para São João da Barra, 4.640 para Campos dos Goytacazes, 390 para Casimiro de Abreu, 270 para Quissamã, 320 para Armação dos Búzios e para Arraial do Cabo, 1.380 para Araruama, e 170 doses para Carapebus.

Curiosamente, a proporção entre as doses da Oxford/AstraZeneca distribuídas pelo Estado do Rio para a região ainda é abaixo da população estimada para as cidades da região, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As 13.870 doses que chegaram às 12 cidades da região nesta segunda-feira correspondem a apenas 7,87% das 176.220 doses que o Estado recebeu no último sábado, 23, vindas da Índia, onde elas foram produzidas em parceria com o Instituto Serum, antes de serem repassadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o IBGE, a população estimada para o Estado do Rio em 2020 foi de 17.366.189 habitantes, enquanto que a população estimada somando as mesmas 12 cidades da região no mesmo ano foi de 1.586.828, o que representam 9,13% da população total do Estado.

Apesar da diferença, a proporção é maior quando levada em consideração à distribuição das doses da CoronaVac, vacina produzida em parceria entre o Instituto Butantan, de São Paulo, e a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech, que começou a chegar nas cidades da região na última segunda-feira, 18.

Desde então, o Estado do Rio distribui 19.932 doses para a região, sendo 885 doses para São Pedro da Aldeia, 2.533 para Cabo Frio, 2.973 para Macaé, 3.400 para Rio das Ostras, 1.400 para São João da Barra, 5.400 para Campos, 560 para Casimiro, 360 para Quissamã, 361 para Búzios, 310 para Arraial, 1.605 para Araruama, e 145 doses para Carapebus, número que equivale a apenas 4,08% de um total de 487.520 doses recebidas pelo Estado vindas do Ministério da Saúde.

Assim como aconteceu com a CoronaVac, a prioridade para a aplicação das doses da Oxford/AstraZeneca é de profissionais de Saúde que atuam na chamada linha de frente do combate à pandemia, além de idosos em instituições de acolhimento e povos indígenas.

Nesta segunda-feira, em entrevista à CNN, a médica e professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, considerou acertada a decisão do governo federal brasileiro de aplicar as doses já recebidas do imunizante.

De acordo com ela, a imunização primária com a vacina Oxford/AstraZeneca já acontece após uma dose, enquanto que outras vacinas precisam de duas doses para começar a proteger, revelando ainda que um artigo científico já estão sendo preparado para ser publicado na revista britânica especializada Lancet, sobre a eficácia de imunização após a 1ª dose.

Na entrevista, a especialista explica que a Oxford/AstraZeneca permite que a distância entre a aplicação da 1ª e da 2ª dose da vacina seja de até 90 dias. No caso da CoronaVac, por exemplo, a 2ª dose deve ser aplicada entre 14 e 28 dias após a aplicação da 1ª dose.

“Essa 1ª dose já protege, tem resposta imune de até 3 meses. E ela já protege com 70% de eficácia para casos leves e moderados, e 100% para casos graves e hospitalizações. Isso é muito importante para o momento que o mundo vive agora”, afirmou Sue Ann Costa Clemens à CNN.

Sobre a aquisições de novas doses da Oxford/AstraZeneca, a Fiocruz explicou ainda nesta segunda-feira, que já negocia a importação de um novo lote de doses prontas, mas que o número desses lotes ainda não acertado.

Segundo a Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão oficial do governo federal, a importação de doses prontas é uma estratégia adicional da Fiocruz para adiantar a vacinação, enquanto não recebe o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) necessário para iniciar a produção das doses em solo brasileiro.

Ainda à Agência Brasil, a Fiocruz explicou que o 1º lote do IFA, que é produzido na China, já está pronto para embarcar para o Brasil, e aguarda apenas a emissão de uma licença de exportação, além da conclusão dos procedimentos alfandegários, e que a previsão, ainda sem confirmação, é de que a carga seja enviada no próximo dia 8 de fevereiro.

Conforme a Fiocruz contou à agência de comunicação do governo federal, quando os primeiros carregamentos do IFA chegarem ao Instituto de Tecnologia de Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), na capital fluminense, a previsão é de que a produção poderá começar com um ritmo de 700 mil doses por dia, chegando 1,4 milhão de doses por dia até o final do próximo mês março.

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