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Carlos Augusto (PMDB) e Sabino (PSDB) alternam papéis de “vilões” e “salvadores da pátria”, ressaltando inconstâncias do cenário político da cidade

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Política é uma roda gigante; um dia você está lá em cima, no outro, lá embaixo. A frase do ex-vereador de Macaé, Paulo Paes, que serviria como bordão para diversos outros assuntos, e é usada com frequência pelo Presidente da Câmara Municipal de Macaé, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), reflete bem o atual momento político da cidade vizinha, Rio das Ostras.

Eleito em 2012, como salvador da pátria, com mais de 41 mil votos, o atual prefeito, Alcebíades Sabino (PSDB), deixa o governo municipal tendo recebido pouco mais de 7 mil votos, com uma rejeição popular gigantesca e duas condenações por improbidade administrativa.

Junto com Sabino, saem também os vereadores Elói Dutra (PTB) e Nini (PTN), este, atual Presidente da Câmara de Rio das Ostras e amigo de Sabino, figuras antes consideradas fortes no atual governo.

Se Sabino passou de herói em 2012 a vilão em 2016, o inverso aconteceu com Carlos Augusto Balthazar (PMDB), que teve 28.046 votos nestas eleições, mas aguardava decisão de recurso pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ), para validação dos seus votos.

"Tinha fé na Justiça, mas acima de tudo, tinha fé na justiça de Deus. Como eu assegurei a todos, no próximo dia 1º de janeiro, vamos tomar posse e, junto da população, vamos trabalhar muito e fazer nossa cidade voltar a sorrir, com mais segurança, saúde, educação e qualidade de vida para todos", garantiu Carlos Augusto, em nota.

Embora tenha comemorado a vitória em carro aberto pelas ruas na noite de domingo, até o fim da tarde desta quarta-feira, 5, Carlos Augusto ainda estava com seus votos anulados, status que ainda permanecia na manhã desta quinta-feira, 6, no site de registros de candidatura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex – e por enquanto, futuro – prefeito da cidade, deixou o governo em 2012 sob vaias, acusado, entre outras coisas, de tentar acabar com o festival de jazz e de esvaziar os cofres públicos do município com as comemorações do aniversário da cidade, quando chegou a gastar milhões de reais para a cantora Cláudia Leitte se apresentar na cidade.

Se em 2012 era vilão, em 2016, porém, caso seja confirmada a decisão do TRE-RJ, Carlos Augusto, que também foi condenado pela Justiça por improbidade em 2008, retornará ao comando do município como “salvador da pátria”.

Principalmente depois dos problemas encontrados pela atual gestão com a queda de arrecadação e brigas judiciais com a Odebrecht Ambiental devido à Parceria Público-Privada (PPP) justamente assinada pelo governo Carlos Augusto, em 2007.

Parece que “roda gigante” girou mais uma vez em Rio das Ostras, e depois de ter Sabino à frente da cidade por 12 anos, a população resolveu dar nova chance – a terceira – a Carlos Augusto. Resta saber se o ex-vilão e atual salvador vai conseguir resolver os problemas herdados pelas últimas administrações, inclusive pelas suas.

Tunan Teixeira

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