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ANS propõe a planos de saúde, novo fluxo de atendimento a pacientes com câncer

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Organizar o atendimento de pessoas com câncer e incentivar a prevenção na rede privada de saúde pode salvar vidas. Com esse objetivo, a Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou nesta quarta-feira (5) o projeto Oncorede, em parceria com o hospital oncológico AC Camargo Câncer Center, seguradoras de saúde, associações médicas e com a Fundação do câncer. A iniciativa reúde 13 medidas que podem melhorar a prestação de serviços e oferece auxílio à rede na adesão.

O projeto identificou gargalos no atendimento aos pacientes com câncer e propôs medidas para melhorar o fluxo, sem entrar nos detalhes do tratamento de cada um. A expectativa é que as mudanças tornem o diagnóstico mais preciso e incentive boas práticas, como os cuidados paliativos.

De acordo com a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira, responsável pelo projeto, uma das falhas no sistema está no momento entre a realização de exames e o diagnóstico. “Se a gente garantir, da patologia e da radiologia, que todos os laudos com suspeita de câncer ou confirmados sejam entregues ao paciente, ao médico que pediu e, a partir dali, seja disparado o tratamento, já diminuímos hum hiato que há na saúde suplementar, onde pacientes ficam perdidos, sem resgatar resultados, simplesmente deixam pra lá. Precisamos articular para que a pessoa não fique perdida, com o resultado na mão, e para que comece o tratamento”, frisou.

A diretora da ANS também destacou a necessidade de busca ativa de pessoas com potencial de desenvolver a doença, como é o caso de mulheres acima dos 40 anos e que devem fazer exames de câncer de mama pelo menos uma vez ao ano. “Essa população, em que os riscos estão bem comprovado, não conseguimos atingir. Por outro lado, fazemos exames em pessoas que não têm benefício direto com aquele exame, como as mais jovens”, concluiu.

Macaé

A prefeitura informou que o Centro Oncológico em Macaé possui cinco cadeiras e um leito para quimioterapia. A princípio será utilizado por pacientes que não fazem tratamento em unidades no município ou de outras cidades. Aqueles que já iniciaram o tratamento vão passar, posteriormente, por uma migração organizada, para que não haja prejuízo e interrupções no processo. Já os caos de alta complexidade serão encaminhados para centros de referência.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

 

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