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Câmara Municipal de Macaé discute questões relacionadas à segurança pública em sessão desta quarta-feira, 30

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Em destaque na foto, vereador Cesinha (PROS), que é um dos representantes da “bancada da segurança” na Câmara de Macaé, teve 6 requerimentos aprovados sobre a segurança pública do município

Os vereadores de Macaé aprovaram 6 requerimentos, todos de autoria do vereador Cesinha (PROS), sobre a segurança pública durante sessão desta quarta-feira, 30, na Câmara Municipal.

As proposições eram solicitações do parlamentar ao Executivo para criação de estratégias envolvendo iluminação pública, ações da Guarda Municipal, e o desenvolvimento de programas de redução da violência, além da elaboração de um Plano Municipal de Segurança, com projetos e ações a serem encaminhados ao Estado e ao Ministério da Justiça para a obtenção de recursos.

“A segurança pública deve ser feita não apenas com reforço do policiamento mas também com esporte, educação, lazer e cultura”, defendeu o vereador autor, que aproveitou para pedir mais segurança para o bairro e a escola da Virgem Santa.

O parlamentar recebeu o apoio do vereador Robson Oliveira (PSDB), que pediu uma “intervenção social” na cidade, alegando que “só polícia não resolve”.

Outro a apoiar os requerimentos, o vereador Dr. Luiz Fernando, que trocou o AVANTE pelo PTC, do senador e ex-presidente, Fernando Collor (PTC-AL), criticou a desigualdade social, aproveitando para atirar no Executivo, como de costume.

Bancada da segurança – Outro tema envolvendo a segurança pública abordado pelos vereadores foi a Lei 13.022, de 2014, que permite às Guardas Municipais em todo país auxiliarem no policiamento ostensivo, com a possibilidade do uso de armas letais.

A legislação foi lembrada pelo vereador Welberth Rezende (PPS), que defende o armamento da Guarda Municipal (GM) e é um dos representantes da “bancada da segurança” juntamente com Cesinha.

Durante os debates, Welberth propôs a realização de uma nova audiência pública para discutir com a sociedade o tipo de Guarda e o plano de segurança que os cidadãos macaenses querem.

A ideia foi elogiada pelo vereador Marcel Silvano (PT), porém o petista lembrou que a paz é fruto da justiça, e quanto mais injusta e desigual for uma sociedade, maior será a violência.

“Os números nos mostram que onde a Guarda passou a fazer o papel da polícia, aumentaram as mortes, sobretudo entre os guardas”, argumentou.

Segundo o parlamentar, uma sociedade mais armada pode gerar ainda mais truculência entre a população. Marcel já se posicionou diversas vezes contra o armamento da GM, assim como o presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), e o próprio prefeito, Dr. Aluízio (PMDB), que, no entanto, reconhece que a sociedade precisa ser ouvida.

“Acho que esse plano tem que ser construído de forma coletiva, com a participação de toda a sociedade”, defendeu o vereador do PT, que apesar da concordância com o chefe do Executivo nessa questão, faz parte da bancada de oposição ao governo municipal.

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