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Câmara de Macaé volta a cobrar respostas sobre situação do Cine Clube

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Prédio histórico para a cultura macaense foi fechado para reforma pela Petrobras e até hoje ainda não foi entregue

 

Tunan Teixeira

Fechado há 7 anos para a reforma do prédio depois da assinatura de um convênio entre a Prefeitura de Macaé e a Petrobras, o Cine Clube de Macaé voltou a ter sua situação questionada na Câmara Municipal nesta quarta-feira, 21.

Tema recorrente nos últimos anos entre os parlamentares, o Cine Clube já foi motivo de requerimentos de diversos vereadores, tanto da situação quando da oposição, e nesta quarta, voltou a ganhar espaço na plenária por um requerimento do líder da oposição, Marcel Silvano (PT), um dos mais atuantes em prol da cultura na atual legislatura.

“Mais uma vez trago esta pauta à Câmara, porque a gente precisa saber como é que está a discussão com os sócios, como que está a discussão com a Petrobras. A gente precisa levar essas respostas para a população que passa ali frente e vê o Cine Clube fechado”, defendeu Marcel.

Em 2015, o Diário da Costa do Sol obteve informações de uma fonte da prefeitura que não quis se identificar, que contou que existem diversos problemas para a reabertura do Cine Clube Macaé Petrobras.

Entre elas, estariam diversos erros no projeto, como uma escada construída no meio do palco de uma das salas que projeções, que ainda teriam sido construídas defasadas em relação à tecnologia de reprodução cinematográfica disponível na época em que o projeto foi feito.

“Não sei de você já foi lá alguma vez, mas tenta ir. Numa das salas, o palco é extremamente alto, e quem senta nas primeiras fileiras não consegue ver nada. E isso é só um dos erros do projeto”, confidenciou o funcionário.

Mas nem todos os problemas apareceram na gestão do ex-prefeito Riverton Mussi (PDT), cuja equipe acompanhou o projeto. Segundo o funcionário, durante as obras, a instituição Cine Clube também enfrentou problemas de regularização, o que seria outro problema para a reabertura do prédio, que não poderia ser entregue à prefeitura.

Considerado um marco história para a cultura e arquitetura da cidade, o Cine Clube Macaé foi fundado em 1964, sendo, durante mais de 30 anos, a principal referência cultural da cidade e ponto de encontro da sociedade macaense.

Com o desenvolvimento das novas tecnologias audiovisuais, os equipamentos tornaram-se obsoletos e o alto custo de readaptação e manutenção levou o espaço a vivenciar um período de abandono.

Em 2010, o então prefeito Riverton assinou um convênio com a Petrobras para a reforma do prédio, que deveria ser grande incentivador da “divulgação da cultura brasileira, dando apoio às políticas públicas, oferecendo cursos e oficinas à comunidade”, conforme matéria publicada no site da prefeitura, em 9 de abril de 2010, quando a antiga gestão anunciava o início das obras para o dia 12 daquele mês.

Ainda segundo as informações da prefeitura na época, a parceria entre Petrobras e a Fundação Macaé de Cultura seria para os próximos 20 anos, e tinha uma previsão de investimento total da empresa que ultrapassaria os 18 milhões de reais ao longo do período, que, pelo menos em teoria, termina em apenas 3 anos, sem que o prédio nunca mais fosse reaberto.

Foto: Reprodução

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