Mídias Sociais

Cidades

Câmara de Macaé aprova projeto do governo que promete R$ 5 mi ao Hospital São João Batista

Avatar

Publicado

em

 

Atuação de Dr. Eduardo Cardoso durante debate comprova que governo estava certo ao trazê-lo de volta para a bancada

Tunan Teixeira

A Prefeitura de Macaé provou que estava certo ao trazer de volta à bancada o Presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), que passou alguns meses desse ano na oposição, depois da saída de seu filho, Thales Coutinho, da Secretaria de Esportes.

Na sessão desta quarta-feira, 25, o presidente apaziguou os ânimos do vereadores mais exaltados e conseguiu a aprovação de um projeto de lei do governo que tratava de anulação de orçamento da Saúde e de todas as Emendas Parlamentares Impositivas (EPIs).

Segundo a bancada governista, a anulação de quase 15 milhões de reais da área da Saúde serviria para fazer investimentos no Hospital Público Municipal (HPM) e também para pagar parte da dívida com o Hospital São João Batista.

“A prefeitura tem um convênio com o São João Batista que está atrasado por causa da dificuldade financeira. O São João Batista hoje realiza 400 cirurgias, é responsável por cirurgias cardíacas e pela oncologia, que são serviços necessários para o município. A prefeitura poderia ter repassado valores mensais para não ter chegar aonde chegou? Poderia. Mas no momento em que estamos, precisamos ajudar essa instituição tão importante para o nosso município”, defendeu o líder do governo, Dr. Márcio Bittencourt (PMDB).

O discurso enfureceu o oposicionista Maxwell Vaz (SD), que esbravejou contra o projeto, principalmente pela anulação de “todas” as EPIs, no valor de 2,6 milhões de reais, que chegou a chamar o projeto de “balela”.

Maxwell questionou também a falta da descrição do Hospital São João Batista no texto do projeto, colocando em dúvida as intenções do governo em anular as EPIs para quitar dívidas com o hospital e fazer investimentos no HPM.

Mas o presidente da Casa entrou no debate, e conseguiu apaziguar os ânimos, contando que a informação com a destinação do dinheiro para o São João Batista partiu dele mesmo, chegando a pedir calma a Maxwell, que disse que deixaria a sessão para não participar da votação.

“Eu acho que o vereador confia em mim, de certa forma. Quando o Julinho (do Aeroporto, PMDB) viu esse projeto de manhã, falou comigo: isso aqui é um assunto. Eu, na hora, falei, deixa que eu vou falar com o prefeito. Eu tinha uma audiência na Secretaria de Educação, que eu falar sobre uma pessoa, e quando cheguei lá, a secretária (Edelzita Alves) me perguntou se a gente já tinha votado o projeto. Eu falei que não e que eu tinha ido lá, inclusive, por isso, e que não ia votar sem falar com o prefeito. Ela disse que ele tinha acabado de sair, então eu liguei para o prefeito e ele disse que, em meia hora, estaria de volta. Nesse tempo, chegou lá o Dr. Flávio Antunes, dizendo que eles iam encerrar o atendimento SUS (Sistema Único de Saúde) no São João Batista, o que seria um caos para a Saúde de Macaé”, contou Dr. Eduardo, que participou ainda de uma reunião com os médicos, Luís Porto, Sávio Mussi e o Prefeito Dr. Aluízio (PMDB) na própria Secretaria de Saúde.

O presidente contou também que, segundo a secretária, a anulação das EPIs foi um pedido dela, pois seria o único recursos do governo que poderia ser revertido para tentar “salvar” o São João Batista, além de se comprometer a executar as EPIs da Saúde em 2018. Ao todo, seriam 5 milhões de reais pagos ao hospital, e o restante seria investido no HPM.

Apesar da discussão ainda continuar por quase meia hora, os argumentos do presidente serviram para apaziguar os ânimos e convencer a plenária sobre a importância do projeto, que foi aprovado unanimidade dos 14 vereadores presentes à sessão, inclusive Maxwell.

Mais lidas da semana