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Assembleia Legislativa do Rio lamenta falecimento de seu ex-presidente, o ex-deputado estadual Jorge Picciani

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Faleceu nesta sexta-feira, 14, aos 66 anos, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Jorge Picciani (MDB), que estava internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar de um câncer na bexiga contra o qual lutava há vários anos.

Nesta sexta-feira, a Alerj confirmou a informação ao lamentar o ocorrido e decretar luta oficial de 3 dias em memória do ex-deputado estadual fluminense que comando a Alerj por 3 legislaturas antes de ser preso em novembro de 2017 na Operação Cadeia Velha, acusado de participar de um esquema de propina no setor de transportes do Estado do Rio, juntamente com os ex-deputados estaduais, Paulo Mello (MDB) e Edson Albertassi (MDB).

Segundo as investigações da época, os 3 parlamentares fluminenses teriam participado de esquema de corrupção em que usavam sua influência política para aprovar projetos na Alerj para favorecer empresas de ônibus e empreiteiras.

No ano seguinte, já em prisão domiciliar, Jorge Picciani teve nova prisão decretada em novembro de 2018, juntamente com outros 9 deputados estaduais, na Operação Furna da Onça, sob acusação de participar de novo esquema de corrupção, dessa vez ligado ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), também preso.

De acordo com as investigações, os 10 deputados estaduais fluminenses teria recebido propinas de até 100 mil reais para votar de acordo com o interesse do governo Sérgio Cabral, em esquema que pode ter movimentado pelo menos 64 milhões de reais.

Em março de 2019, Jorge Picciani foi condenado a 21 anos de prisão em decisão unânime da Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), fruto das investigações da Operação Cadeia Velha, por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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