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Arrecadação do leilão da CEDAE deve gerar obras de infraestrutura na região, além de em outros pontos do Estado

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Lançado em maio desse ano, em uma mesa de debates virtuais, o documento Rio Canteiro de Obras, da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), voltou a chamar atenção durante a assinatura do contrato de concessão dos serviços de água e esgoto, assinado entre o governo estadual e a empresa Águas do Rio, na última quarta-feira, 11, na capital fluminense.

Segundo a Firjan, o documento apresenta 22 projetos de infraestrutura no Estado do Rio, que representam 9,4 bilhões de reais em investimentos, com efeito multiplicador de 11,9 bilhões de reais, e potencial de geração de 135 mil empregos diretos e indiretos.

O Rio Canteiro de Obras foi elaborado pela Firjan a pedido do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e entregue a ele em junho desse ano. A lista de projetos foi elaborada com base em estudos que elencam prioridades para o desenvolvimento socioeconômico fluminense, dados seus potenciais impactos positivos.

Entre os projetos, estão as obras no Distrito Industrial de Campos dos Goytacazes, a adequação das rodovias estaduais do Norte Fluminense, a pavimentação da RJ-140, o acesso ao Porto do Açu através do RJ-244, e a Ponte da Integração, que liga São João da Barra a São Francisco de Itabapoana.

As obras na ponte, inclusive, já foram prometidas pelo governador durante visita à região na última semana, juntamente com uma comitiva formada por deputados estaduais e federais, e de secretários estaduais, que ouviram o chefe do Executivo estadual prometer mais investimentos para o interior do Estado.

“Além da inclusão de mais de 5 milhões de fluminenses, hoje não atendidos por serviços de saneamento básico, a concessão dos blocos já leiloados trará aos cofres públicos do Estado 14,5 bilhões de reais, referentes à outorga arrecadada. Esses recursos permitirão ao Estado promover obras de infraestrutura. Atendendo a pedido do governador, a Firjan entregou a Cláudio Castro, em junho, o documento Rio Canteiro de Obras, que mapeou 22 projetos prioritários para o desenvolvimento socioeconômico fluminense. Há investimentos em diferentes graus de maturidade, em todas as regiões do Estado”, explicou a Firjan, citando os recursos arrecadados no leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (CEDAE).

No documento elaborado pela Firjan, as obras da Ponte da Integração, que já tem cerca de 60% dos trabalhos concluídos, encurtarão em 80 km o trajeto entre as duas cidades, beneficiando a mobilidade urbana de Campos, já que, sem a ponte, é necessário passar por dentro do município, além de contribuir para o escoamento da produção do polo de fruticultura, assim como usinas de cana-de-açúcar do Norte Fluminense.

Sobre o Distrito Industrial de Campos, o documento lembra que a área reúne 12 empresas e gera cerca de 1.000 empregos, e que precisa de investimentos como a construção de um novo acesso rodoviário o conectando à BR-101, além de recapeamento viário interno, melhoria da sinalização e ordenamento territorial em suas áreas internas e adjacentes.

O Rio Canteiro de Obras pede também adequação das rodovias estaduais do Norte Fluminense, especificando a RJ-198, RJ-206, RJ-210, RJ-214 e RJ-230, que realizam a integração entre os municípios do Noroeste Fluminense, impactando também Campos e São Fidélis.

A lista de obras na região tem ainda a pavimentação da RJ-140 e a implantação da RJ-244, melhorando o acesso ao Porto do Açu, importante obras para fomentar o desenvolvimento econômico da região.

Na RJ-140, no trecho entre Araruama e São Pedro da Aldeia, as obras de pavimentação têm a previsão de aumentar a segurança viária e reduzir custos logísticos de importantes regiões industriais das duas cidades.

Já sobre a RJ-244, o Rio Canteiro de Obras defende a implantação de rodovia de 43 km ligando a BR-101 ao Porto do Açu e ao Distrito Industrial de São João da Barra, onde, atualmente, os veículos que entram ou saem precisam passar por dentro de Campos, também afetando a mobilidade urbana local.

“O Porto do Açu consiste no maior complexo portuário privado em operação no Brasil. Movimenta cargas diversificadas, como minério de ferro, petróleo, combustíveis marítimos, contêineres e carga geral. Segue o conceito de porto-indústria, contando com Distrito Industrial em sua retroárea. Uma série de empreendimentos já operam no complexo de empresas, como Edison Chouest Offshore, NOV, Technip, InterMoor, BP Prumo e Vallourec. A RJ-244 melhorará o acesso ao Porto do Açu, que movimenta cerca de 500 caminhões por dia”, detalha a Firjan, no documento.

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