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Ao dizer que Aeroporto de Macaé é deficitário, Governador do Espírito Santo ignora momento de retomada da indústria do petróleo na Bacia de Campos

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Com reforma da pista e ampliação do terminal (na foto), Aeroporto de Macaé poderá voltar a receber voos comerciais de passageiros e terá capacidade para 750 mil passageiros por dia

O Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), demonstrou, nos últimos dias, um profundo desconhecimento de causa ao criticar a inclusão do Aeroporto de Macaé no mesmo bloco de privatizações de aeroportos do governo federa, que tem o Aeroporto de Vitória, capital capixaba.

Hartung teria dito em um encontro com o superintende do aeroporto de Vitória, que estaria incomodado com a ideia, pois acha que o aeroporto capixaba terá de subsidiar gastos do aeroporto macaense, que, segundo ele, é deficitário. As informações foram divulgadas na última segunda-feira, 4, pelo jornalista Murilo Ramos, na coluna Expresso, da revista Época.

O governador peemedebista – que, aliás, é do mesmo partido do Prefeito de Macaé, Dr, Aluízio – parece ignorar, entretanto, a importância da cidade fluminense para o cenário nacional e internacional do petróleo, já que abriga uma das mais importantes bases de operações da Petrobras no Estado do Rio, além de inúmeras outras empresas de setor.

Desde 2017, com o sucesso dos leilões de blocos exploratórios do pré-sal e do pós-sal na Bacia de Campos, que marcaram a retomada da indústria petrolífera, a cidade de Macaé voltou a ter seu protagonismo reconhecido pelo setor e pela própria Petrobras, que acredita no potencial da Capital Nacional do Petróleo ainda por muitos anos.

Somando as duas rodadas de licitações de blocos exploratórios de óleo e gás, realizadas respectivamente, em setembro de 2017 (14ª Rodada) e merco deste ano (15ª), o governo federal obteve uma arrecadação de mais 11,8 bilhões de reais, dos quais 11,1 bilhões foram provenientes de ágios da Bacia de Campos, da qual, Macaé é uma das cidades mais importantes.

Vale lembrar ainda que o Aeroporto de Macaé estava sem receber voos comerciais de passageiros desde 2015, quando a Azul Linhas Aéreas, então concessionária responsável pelo serviço, retirou de sua frota aviões ATR-42, substituindo-os pelos modelos ATR-72, com capacidade para quase o dobro de passageiros, sob a justificativa de modernizar a frota.

O problema, na época, era que a pista do aeroporto fluminense não tinha estrutura para suportar as aeronaves mais pesadas e mais modernas, motivo pelo qual o aeroporto ficou sem a oferta desses serviços nos últimos anos.

Em maio deste ano, porém, a Prefeitura de Macaé anunciou a tão esperada reforma da pista, que vinha sendo arrastada pelo governo federal, que, finalmente liberou cerca de 24 milhões de reais para a ampliação de referência de resistência da pista, permitindo que o aeroporto volte a receber voos comerciais de passageiros.

Segundo a prefeitura, a previsão é de que as obras comecem ainda este mês, com duração de 390 dias, e previsão de conclusão para julho de 2019. Além disso, o aeroporto espera a inauguração do novo terminal de passageiros, que foi ampliado de 900 para 11 mil metros quadrados, com capacidade para receber até 750 mil passageiros por ano. De acordo com o governo federal, o leilão para a concessão dos dois aeroportos, de Vitória e de Macaé, está previsto para ocorrer ainda este ano, mas a decisão pode ter que esperar, devido a proximidade com as eleições presidenciais de outubro deste ano.


 

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