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Alerj demonstra alinhamento com o governo e usa parte do orçamento para convocação de 3 mil policias militares e 195 policiais civis

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Convocação de novos agentes aprovados em concurso de 2014 vai aumentar efetivo da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil, e interior do Estado espera que parte desses policiais reforce a segurança de áreas com déficit de agentes

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) usará parte do seu orçamento para garantir a convocação de 3 mil policiais militares e mais 195 policiais civis, aumentando o efetivo da segurança pública no estado.

Os agentes foram aprovados em um concurso realizado em 2014, mas não foram chamados por conta da crise financeira que o estado enfrentou durante todo o governo Pezão (MDB) e que segue tentando sanar.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira, 24, pelo presidente em exercício da Alerj, o deputado André Ceciliano (PT), após acordo com o novo Secretário Estadual de Governo, Gutemberg de Paula Fonseca.

Segundo o Governo do Estado, os policiais serão chamados já em fevereiro para o curso de formação. Com o acordo, o Legislativo deixará de receber 95 milhões reais em 2019 e 105 milhões reais em 2020, recurso que será usado para o pagamento do salário desses policiais, reforçando a boa relação entre o petista e governador.

Candidato a presidência da Casa na próxima eleição, em fevereiro, e apontado como favorito ao pleito, mesmo com a inquietação da bancada do PSL, André Ceciliano destacou que a economia que tem sido feita no parlamento nos últimos anos, o que permitirá a adoção da medida.

“Só em 2018 economizamos 378 milhões de reais do nosso orçamento, recurso que ajudou o estado a pagar os servidores. Agora decidimos dar essa contribuição direta pela segurança do nosso estado”, destacou o petista.

Ainda de acordo com a Alerj, o presidente em exercício da Casa afirmou que solicitará a alocação de metade desse efetivo para a Baixada Fluminense, que tem sofrido com a violência nos últimos anos, esquecendo-se do interior do estado.

“A região tem um déficit imenso de policiais”, comentou, sem, no entanto, explicar quantos desses novos policiais reforçarão a segurança pública do interior, em especial nas cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, que também sofrem com o mesmo problema de falta de agentes.

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