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Vítima de estupro em Rio das Ostras utiliza rede social para alertar outras mulheres sobre a criminalidade na cidade

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Uma jovem moradora de Rio das Ostras utilizou as redes sociais para expor o que passou após ter sido vítima de abuso por um homem e alertar outras mulheres sobre a violência ameaçadora que existe na cidade. Há tempos o município tem um elevado índice de estupros.

No relato, que viralizou pela rede, Aime conta com detalhes a experiência horrível que teve, após embarcar em um carro de passeio que realizava a famosa “lotada”, com o intuito de chegar em casa no último domingo, 03. Em determinado ponto, o motorista parou o veículo e a violentou de todas as formas: Verbal, física e sexual. Por sorte, ela conseguiu fugir e depois de muito desespero encontrou um casal que a levou até a Delegacia da cidade.

No final do seu relato, a jovem ainda lamenta que ela não foi a única vítima. “Agora sabe o que é mais triste e indignador? Quando eu estava saindo da delegacia, uma mulher grávida de três messes passou pela mesma coisa também”, lembrou.

O post que pedia para que as mulheres tivessem cuidado, foi compartilhado por milhares de pessoas, que se mostraram totalmente revoltadas com a situação. As mensagens de apoio a vítima também foram inúmeras, mesmo de quem se quer a conhecia.

 

Dados oficiais não se comparam a realidade – Poucas são as mulheres que tem a força de Aime para se expor de tal forma, normalmente, as mulheres se sentem com medo ou envergonhadas demais para denunciar esse tipo de crime.

Segundo o Instituto de Segurança Pública, em 2012 foram 52 casos registrados, em 2013 subiu para 63, chegando ao número 89 no ano passado, somente em Rio das Ostras.

Para o Movimento Chega de Estupro criado por professoras e alunas da UFF sensibilizadas por uma onda de violência que se espalhou pelos arredores da Universidade Federal Fluminense, em Rio das Ostras, em 2014, esse número não chega nem a 10% da realidade. Elas ainda contam que o movimento acredita que a falta de políticas públicas, que ofereçam suporte para o bem estar das mulheres pode ser sim um agravante para esse grande número de casos.

 

Estupro é um problema nacional - A relação sexual forçada, imposta à mulher pela força ou coação, sem que ela possa se defender é crime. No Brasil, os casos de estupro são diários e atingem principalmente menores. Quando cometido pelo pai, padrasto, pai adotivo, tutor, pessoas em quem a vítima confia e de quem em princípio não espera uma tal brutalidade, o estupro torna-se ainda mais odioso e, por isso, a lei prevê um aumento de pena para o estuprador. Se a moça é menor de 14 anos ou é doente mental e, pela pouca idade ou pela doença, é mais vulnerável e indefesa, o estupro se caracteriza mesmo que não haja sinais de violência. Entre adultos, e mesmo dentro do casamento, entre marido e mulher, a relação sexual é imposta pela violência também caracteriza o estupro.

É importante que a mulher tenha ciência que esse homem é uma ameaça à segurança pública, e por isso é tão importante denunciar para que o agressor seja punido, antes que faça novas vítimas.

 

 

Texto: Thaiany Pieroni

 

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