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Trabalhador morto na PNA-2 é enterrado sob forte comoção, no Espírito Santo

Bertha Muniz

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Sob forte comoção, familiares e amigos acompanharam o enterro do mecânico de guindaste Sandro Ferreira da Silva, de 43 anos, em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. O sepultamento ocorreu por volta de 10h no Cemitério da Vila do Itapemirim, nesta terça-feira (27).

Coroa de flores enviada por amigos da empresa onde Sandro trabalhava.

Sandro morreu durante um acidente na plataforma fixa PNA-2, da Petrobras, localizada no Campo de Namorado, da Bacia de Campos, na tarde deste domingo (25). Funcionário da empresa RIP Kaeter, o petroleiro realizava manutenção em um guindaste por volta das 14h30, e, de acordo com as informações iniciais, teria sido esmagado pelo equipamento. Amigos de trabalho de Sandro saíram de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, para acompanhar o enterro.

Amigos de trabalho de Sandro saíram de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, para acompanhar o enterro.

“Viemos prestar as últimas condolências aos familiares representando milhares de colegas offshore, que queria estar aqui, mas não puderam”, lamentou o eletricista de manutenção, Endrigo Farias dos Santos, amigo de Sandro e também funcionário da RIP Kaeter.

Sandro não queria realizar o serviço que causou o acidente

Segundo trabalhadores que estavam na plataforma, mas não quiseram se identificar, Sandro não queria fazer a manutenção do guindaste, pois o vento estava acima de 30 nós (uma unidade de medida de velocidade equivalente a uma milha náutica por hora), mas foi orientado a fazer o trabalho mesmo assim. Ainda segundo trabalhadores, Sandro era um funcionário muito querido e exemplar. Ele receberia uma promoção pelo mérito do trabalho desenvolvido assim que desembarcasse, o que estava previsto para esta segunda (25).


 

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