Mídias Sociais

Polícia

Polícia Federal realiza operação contra venda de tickets de alimentação e vale transporte em Macaé

Publicado

em

 

Responsáveis podem ser indiciados por lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular No escritório havia um “bunker”, onde o dinheiro era guardado.

A Polícia Federal realiza nesta tarde (24) uma operação contra lavagem de dinheiro em Macaé. O primeiro local visitado foi um escritório no segundo andar de uma galeria, localizada na Rua Teixeira de Gouveia, no Centro.  Segundo o delegado responsável pelas investigações, Dr. Felício Laterça, as quantias eram obtidas com a venda de vales refeição, alimentação e transporte de trabalhadores da região.

Quatro pessoas já estão na sede da PF em Macaé, prestando depoimento. Elas estavam no local para realizarem a venda de vales e foram surpreendidos pelos policiais. Um casal mantinha o negócio há pelo menos sete anos. Eles podem ser indiciados por lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

Batizada de “Black Fraude”, a operação conta com cinco policiais e dois delegados federais. No local foi apreendida a quantia de R$ 7 mil, além de maquininhas de cartão e vários cartões de benefícios, como vale transporte e alimentação. No escritório havia um “bunker”, onde o dinheiro era guardado.

Foram apreendidos também computadores, celulares, panfletos, cadernos de contabilidade, planilhas, documentos, recibos e um alvará, com permissão para funcionamento desde 2010. O documento autoriza o funcionamento de um comércio no local.

A operação foi deflagrada após denúncias anônimas, que delataram o esquema ilegal. “Recebemos denúncias há pouco tempo, em razão de uma mega operação que houve na capital, no mês de outubro. A partir daí, chegou ao conhecimento da PF, que em Macaé também havia locais exercendo a prática de compra de vales”, ressaltou Laterça.

Em algumas fraudes, o trabalhador tinha que deixar o cartão com o 'tiqueteiro' e para pegar no mês seguinte, após o desconto do valor acordado. Ainda de acordo com o delegado, testemunhas afirmaram que vendiam os vales mediante a um desconto de 40% no valor total. “Fica claro o prejuízo causado a estes trabalhadores”, esclareceu. No entanto, os responsáveis pelo local afirmaram que só efetuavam a troca dos vales, sem descontos no valor total. “Dessa forma eles faziam caridade”, disse Laterça.

Segundo a PF, quem deixou o cartão no estabelecimento, não terá como reaver o objeto. A orientação do responsável pelas investigações é para que os trabalhadores cancelem seus cartões e evitem fazer a prática indevida.  “Os trabalhadores que deixaram seus vales aqui, irão ficar a ver navios. Inclusive, a venda pode ser entendida como ato ilegal”, declarou o delegado. A Polícia Federal irá solicitar a quebra dos dados das maquininhas de cartões para saber o montante do valor movimentado pelo esquema.

Autor: Bertha Muniz


Clique Diário

E. L. Mídia Editora Ltda
CNPJ: 09.298.880/0001-07
Redação: Rua Tupinambás 122 Gloria – Macaé/RJ

comercial@diariocs.com
(22) 2765-7353
(22) 999253130

Mais lidas da semana