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Polícia Federal deflagra operação contra fraudes no INSS em Araruama e Cabo Frio

Bertha Muniz

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Operação “Sepulcro Caiado”, cumpre 32 mandados de busca e apreensão nos municípios na região metropolitana do Rio, e em Cabo Frio e Araruama, na Região dos Lagos.

A Polícia Federal deflagrou hoje (26) duas grandes operações com a finalidade de combater fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A Força Tarefa Previdenciária no Rio de Janeiro, integrada pela PF, pelo Ministério Público Federal e pela Coordenação de Inteligência da Previdência Social (COINP/INSS), conduz as ações. Cerca de 300 policiais federais cumprem os mandados, na manhã de hoje, com apoio de 12 servidores da COINP/INSS.

A primeira operação em andamento, denominada “Sepulcro Caiado”, cumpre 32 mandados de busca e apreensão nos municípios na região metropolitana do Rio, e em Cabo Frio e Araruama, na Região dos Lagos; e 3 mandados de prisão preventiva. Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Nessa ação, é investigada a atuação de uma organização criminosa, que contava com a participação de um servidor do INSS, na produção e na utilização de documentos falsos para a obtenção de benefícios previdenciários.  Outros dois servidores do INSS, um deles já demitido por corrupção, também participavam das fraudes. Mais de 80 benefícios são suspeitos. Estima-se em R$ 14 milhões o prejuízo causado à autarquia previdenciária, nesse caso.

Na segunda operação deflagrada, denominada Operação Anjos**, a Força Tarefa investiga uma quadrilha especializada em fraudar pensões da previdência social que atuava, ao menos, desde 2015. Estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de Busca e Apreensão nos municípios do Rio de Janeiro (capital), Nilópolis, Mesquita e Nova Iguaçu. Os mandados foram expedidos pela 6º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Nessa ação, as investigações da PF indicam que os investigados criavam casamentos entre pessoas já falecidas, gerando beneficiários fictícios para receberem as pensões do INSS, autorizadas sempre em seu valor máximo. O grupo criminoso era Integrado por advogados, falsificadores e empresários. O prejuízo estimado ao INSS é de 12 milhões de reais.

O líder da quadrilha é um advogado, ex-servidor do INSS, já demitido da autarquia por corrupção. Todavia, ele continuou atuando em diversas fraudes, inclusive representando pessoas fictícias (fantasmas) em ações previdenciárias na Justiça. As duas operações são deflagradas em conjunto com em razão do compartilhamento de provas entre elas.

 


 

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