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Operação Calvária cumpre mandados de prisão de envolvidos em fraudes na saúde

Thaiany Pieroni

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O Ministério Público do Rio de Janeiro junto com a Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira, 14, uma operação denominada Calvária com o intuito de cumprir mandados de prisão de pessoas ligadas a fraudes na saúde em todo o Estado. As investigações apontam que houve desvio de R$ 15 milhões e prejuízo a várias unidades da rede pública no estado, inclusive, algumas delas localizadas na Região dos Lagos.

Até o momento dez pessoas foram presas. Mandados estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Itaboraí e Nova Friburgo. Também há equipes nos Estados da Paraíba e de Goiás.

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira é comandada por Daniel Gomes da Silva, ex-dirigente de uma empresa de ambulâncias, que já possui uma condenação criminal em primeira instância, pelo crime de peculato, por um contrato com valores superfaturados para o serviço de manutenção de ambulâncias à Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Pelo menos outras 22 pessoas estão ligadas a organização criminosa.

O MP explica que os contratos da Cruz Vermelha com os fornecedores das unidades de saúde administradas por ela, como empresas de alimentação, limpeza, engenharia clínica, portaria e laboratórios de análise clínica, eram superfaturados. A Cruz Vermelha pagava valores superfaturados aos fornecedores, que depois devolviam parte do dinheiro.

No Rio, a organização fez contratos no valor de R$ 605 milhões para a gestão de unidades. Algumas são: UPA de São Pedro da Aldeia, Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama; e Hospital Estadual dos Lagos, em Saquarema.


 

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