Mídias Sociais

Destaque

Onda de "fake news" altera rotina da polícia e assusta população de Macaé e região

Bertha Muniz

Publicado

em

 

Informações falsas surgem quase que diariamente motivadas por diferentes origens. Toques de recolher e tiroteios são os boatos mais frequentes.

Notícias compartilhadas pelo WhatsApp ou pelas redes sociais têm atrapalhado o trabalho da Polícia Militar (PM), que precisa mobilizar seus serviços de inteligência e movimentar equipes para checar as informações. Com a proliferação cada vez maior das chamadas "fake news", a polícia têm adicionado à rotina diária mais uma tarefa: a de desmentir boatos nas redes sociais.

Em Macaé, os toques de recolher e tiroteios são os boatos mais frequentes. Nesta sexta-feira (15), circulou em vários grupos  uma mensagem alertando os moradores do bairro Cajueiros a não saírem de suas casas por conta de um confronto que iria acontecer. Há dois dias, outras comunidades macaenses foram alvos de boatos.

“Por questões de segurança recomendo que evitem transitar/frequentar vias/locais próximos aos que dão acesso às comunidades Nova Holanda, Malvinas, Lagomar, dentre outras, principalmente no período noturno”, dizia o texto que viralizou nas redes sociais e em grupos de whatsapp.

Informações falsas surgem quase que diariamente motivadas por diferentes origens. Há os cidadãos mais assustados que, ao ouvirem o estampido de uma descarga de motor, postam que em tal rua está ocorrendo um tiroteio e a notícia falsa se espalha como rastilho de pólvora.

Também são múltiplas as motivações para o surgimento de um boato ou notícia falsa, segundo a polícia. Podem nascer no celular de um cidadão assustado que confundiu uma briga com um arrastão ou um estouro de pneu com um tiro. Existem também os boatos mal-intencionados, que são emitidos ou estimulados pelo tráfico ou pelo crime organizado para desestabilizar as forças de segurança.

A verdade é que conteúdos virais ganharam força nas redes sociais e apps de mensagem, como o WhatsApp. Evite compartilhar manchetes sem ler a matéria, encaminhar áudios sem fontes confiáveis, enviar correntes online sem checar os fatos. As fake news podem morar nesses pequenos atos do cotidiano. O papel do leitor é fundamental para impedir a propagação de informações incorretas. Prestar atenção nas notícias de veículos de imprensa confiáveis, também é uma escolha válida.

Como não cair em uma "fake news":

Muitas pessoas acreditam e compartilham essas notícias sem perceber que elas são falsas e, para ajudar na diminuição desses casos, fizemos uma lista de como descobrir se uma notícia é verdadeira ou não.

  • Verificar se o site é confiável

É importante procurar o que é o site, de onde ele é e qual seu autor para ter certeza se é um site de jornalismo ou de Fake News.

  • Procurar a assinatura do autor da matéria

Normalmente, notícias falsas não têm a identificação do autor, portanto, se não houver assinatura, desconfie.

  • Averiguar se as fontes da notícia são confiáveis

Em algumas matérias nem mesmo há a menção de fontes e, se citadas, os dados são muito vagos.

  • Checar se a notícia foi dada em outros veículos de comunicação

Essa é uma das formas mais eficazes de se descobrir uma notícia falsa. Se a notícia não foi dada em outros veículos, é provável que não seja verdadeira. Mesmo que seja um furo, sempre há repercussão nos demais veículos.

  • Desconfiar se a notícia tiver característica inacreditável

O conteúdo das Fake News, em geral, são exagerados ou até mesmo absurdos para mexer com o emocional dos leitores.

 

 

 


 

Mais lidas do mês