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MPRJ pede suspensão de novos motoristas da Uber após prisão de suspeito de estuprar menor durante corrida

Bertha Muniz

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Documento também pede a prisão preventiva de suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 15 anos.

O Ministério Público do Rio encaminhou uma denúncia ao Tribunal de Justiça do Rio pedindo a prisão preventiva de um homem de 43 anos, que já está preso, suspeito de estuprar uma passageira de 15 anos no mês passado em Bangu, na Zona Oeste do Rio. No documento, o MP também pede a suspensão de novas contratações de motoristas pela Uber até que a empresa adote "mecanismos eficazes de proteção aos consumidores, com regularização dos protocolos de segurança".

Em janeiro deste ano, Carlos levou uma menor que se utilizou do serviço da Uber para um matagal no bairro de Realengo e, após imobilizá-la, praticou atos libidinosos com a vítima. Além do estupro, Carlos foi denunciado por  falsificação de documento público e uso de documento falso.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPRJ e distribuída à 1ª Vara Criminal da Capital, Carlos substituiu a foto da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de Leonardo Silva Fernandes de Oliveira, e inseriu a informação de que estaria apto a exercer atividade remunerada, com o objetivo de efetuar cadastro junto à empresa. Leonardo foi denunciado como partícipe do uso de documento falso, uma vez q contribuiu para o crime emprestando sua CNH.

O pedido de prisão preventiva de Carlos se baseou na demonstração da periculosidade social da liberdade do denunciado, sendo o único meio eficaz de assegurar a integridade física da vítima, seus familiares e testemunhas e evitar abalos à futura instrução processual. De acordo com o Código Penal, o crime de estupro de menor prevê pena de reclusão de 8 a 12 anos, e os delitos de falsificação de documento público e uso de documento falso, preveem penas de 2 a 6 anos de reclusão.

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