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MPRJ e Polícia Civil realizam operação em Campos dos Goytacazes contra traficantes suspeitos pela morte de militar

Bertha Muniz

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Soldado foi morto ao ser confundido com um integrante de uma facção criminosa rival. Somente nesta manhã trinta pessoas já foram presas.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil deflagraram nesta terça-feira (16) uma operação para cumprir 34 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão contra uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas com atuação em Campos dos Goytacazes. Os mandados foram deferidos pelo Juizo da 1ª Vara Criminal de Campos.

Mais de 30 pessoas, incluindo o atleta do Campos Atlético Associação Yuri de Carvalho da Silva, vulgo jogador,  já foram presas nas primeiras horas da operação batizada de Verde Oliva. Todos foram conduzidos à 146ª Delegacia Policial de Guarus (146ª DP), incluindo o artilheiro do Roxinho, preso, no Jóquei Clube, por tráfico. Ao lado da casa do atleta, foram apreendidas quantidades ainda não contabilizadas de cocaína e maconha. Além de drogas, armas e veículos também foram apreendidos.

De acordo com a representação encaminhada à Justiça, a investigação da quadrilha teve início após a morte do militar do exército Hugo Soares de Alvarenga, no dia 23 de junho deste ano. Com autorização da Justiça, a investigação contou com escutas telefônicas que verificaram que a vítima foi confundida com alguém de uma facção rival e morta a tiros. As escutas também revelaram que o grupo é responsável por diversos homicídios a mando do líder Cassiano Soares da Silva Vicente, vulgo Cotó, que, mesmo preso na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, ordena mortes de inimigos de dentro do sistema prisional. Outro desses homicídios verificados foi o de Leonardo Felipe, um travesti conhecido por Paolla, segundo as investigações.

As apurações também comprovaram, segundo a representação, os crimes de tráfico e associação para o tráfico praticados pela organização criminosa, em sua atuação na comercialização de entorpecentes e armas de fogo. A quadrilha teria atuação nas localidades conhecidas como Parque Eldorado e Sapo 2. Ainda segundo as investigações, Cotó também definia quais candidatos poderiam fazer carreatas ou campanhas nas comunidades sob seu domínio e atuaria, ainda, pedindo votos a determinados candidatos.

Além de buscas e apreensões nas casas dos suspeitos, os agentes também farão uma varredura em celas, como a do custodiado Cassiano, que teria acesso a celulares, drogas, internet e até vídeo game. O GAECO/MPRJ também requereu ao Juízo o bloqueio das contas bancárias de Cassiano e de sua companheira, Lara de Souza.


 

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