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FUP e Sindipetro fazem ato em Macaé contra práticas antissindicais da Perbrás

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A empresa presta serviços para a Petrobras na área de E&P e, no último ano, excluiu o Sindipetro-NF das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho

Bertha Muniz

A Federação Única dos Petroleiros e o Sindipetro-NF fizeram na manhã desta segunda-feira (6), um ato em protesto as práticas antissindicais da Empresa Brasileira de Perfurações (Perbras). O protesto foi iniciado às 6h no Parque de Tubos, em Macaé. A empresa presta serviços para a Petrobras na área de E&P (onshore e offshore) e, no último ano, excluiu o Sindipetro-NF das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
Segundo o Sindipetro-NF, no último Acordo, a empresa simulou uma assembleia de trabalhadores cuja decisão era de mudar a representação sindical para o Sinditob. O sindicato do Norte Fluminense, afirma própria categoria denunciou em setoriais que essa assembleia não foi divulgada e teve quórum baixíssimo.
O ato contou com a presença de representantes dos Sindicatos Petroleiros da Bahia e do Espírito Santo. O diretor da Bahia, Radiovaldo Costa, falou que a atividade contou com uma boa receptividade da categoria e que tanto petroleiros do setror privado quanto da Petrobrás pararam durante duas horas.
"Estivemos mobilizados contra a postura antissindical da Perbras de escolher um sindicato para negociar, que não representa a categoria petroleira. Esse sindicato tem postura patronal e não representa a base, e faz um jogo combinado com a empresa. A decisão de negociar com o Sinditob foi da cúpula da empresa e isso não pode acontecer. Estamos aqui no NF para combater esse problema que é nacional, envolve outras empresas e fazer o enfrentamento político" - explica Radiovaldo.
O Sindipetro- NF afirmou ainda, que a prática que fere a Constituição Brasileira, e, que, além disso, tem chegado ao órgão várias denúncias dos trabalhadores de assédio moral.
Em documento distribuído na última semana, a FUP declarou repudiar as atitudes antissindicais da Perbras e convocou todos os sindicatos fupistas para lutar contra as arbitrariedades patronais. “Este tipo de prática coloca em risco a representação de todos os sindicatos” - diz o diretor do Setor Privado da FUP, Eneias Zanelato Carvalho.
A negociação
No dia 19 de outubro, a FUP e sindicatos petroleiros da Bahia, Norte Fluminense, Espírito Santo e Rio Grande do Norte estiveram reunidos em mesa de negociação do Acordo Coletivo dos Trabalhadores 2017/2018, na cidade de Recife, em Pernambuco. Nessa reunião, os sindicatos cobraram da empresa a garantia do Sindipetro-NF como legítimo representante dos trabalhadores da base da Bacia de Campos. Também deixaram claro que sem esse reconhecimento não haverá assinatura do acordo para nenhuma das bases.
Nas últimas semanas, diretores do NF realizaram reuniões setoriais com trabalhadores da Perbras na base do Parque de Tubos, onde conversaram principalmente sobre a representação do Sindipetro-NF, o assédio das gerências na Bacia de Campos e as negociações do ACT 2017/2018. Uma dessas reuniões teve cerca de 120 pessoas presentes.
A Perbras apresentou uma proposta para os sindicatos da FUP que não atende a reivindicação do reajuste pelo ICV mais ganho real. Na Bacia de Campos, a proposta é zero de reajuste. Essa proposta já foi aceita pelo Sinditob e fechada com a empresa.

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