Mídias Sociais

Polícia

Ex-delegado da 145ª DP, em São João da Barra, é preso acusado de concussão e associação criminosa

Publicado

em

 

Quatro ex-policiais, entre eles um ex-delegado, que atuaram na 145ª Delegacia de Polícia Civil (145ª DP), de São João da Barra, têm prisão preventiva decretada, acusados de crimes cometidos em 2012

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) obteve na Justiça a prisão preventiva de um ex-delegado e outros três ex-policiais civis que atuavam na 145ª Delegacia de Polícia (145ª DP), de São João da Barra.

De acordo com a decisão, conseguida por meio do Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), todos foram denunciados pelo MP-RJ pelos crimes de concussão e associação criminosa armada, que teriam sido cometidos em 2012, época em que ainda eram policiais. Os 4 já estão presos em consequência de outros crimes, e por isso, foram demitidos da Polícia Civil em 2015.

Segundo a denúncia, ao menos até 2012, sob o comando do então delegado Carlos Alberto de Andrade Souza, os policiais Luís Carlos de Castro Gandra, Ivanildo Ribeiro de Souza e Pedro da Silva Gonçalves, abordavam comerciantes de São João da Barra, exigindo dinheiro para não levá-los presos por supostas irregularidades em seus negócios.

As pessoas que se recusavam a pagar eram levadas em viatura da Polícia Civil até a 145ª DP, onde eram autuadas em flagrante, mesmo sem haver qualquer ilegalidade comprovada nos empreendimentos comerciais.

A denúncia narra fato ocorrido em fevereiro de 2012 e que exemplifica o modo de atuação dos denunciados. Segundo o texto, na época, os 3 policiais, a mando do delegado, teriam ido até um posto de gasolina em São João da Barra e vasculhado o local em busca de quaisquer irregularidades que pudessem ser usadas para extorquir o proprietário.

Após retirarem as notas fiscais das mãos de uma frentista, identificaram uma possível ilegalidade, e então conduziram o dono do posto até a delegacia e exigiram o pagamento de 20 mil reais para não prenderem o homem.

Após negociação na delegacia que fez o valor da extorsão cair para 6 mil reais, a vítima mencionou que era Subsecretário de Meio Ambiente do município e que se queixaria da conduta dos agentes à prefeita da cidade, Carla Machado (PP), que retornou ao cargo nas eleições de 2016.

Em seguida, Carlos Alberto deu voz de prisão ao proprietário do posto, e a vítima só foi liberada alguns dias depois, após pagamento de fiança. Mesmo assim, os então policiais exigiram o pagamento de 2,5 mil reais a troco de não “lacrarem” o posto de gasolina, dinheiro que foi pago pela vítima.
De acordo com o MP-RJ, a denúncia narra ainda outras situações semelhantes em que comerciantes foram extorquidos pelos ex-policiais até aceitarem o pagamento de vantagens indevidas para não serem presos de forma arbitrária.

O MP-RJ explica que, em caso de nova condenação, os 4 réus terão que cumprir pena que variar entre 4 anos e 6 meses e 12 anos e 6 meses de prisão pelos crimes cometidos no município no Norte Fluminense.


 

Mais lidas do mês