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Em Macaé, motorista do Uber registra queixa contra passageira por difamação

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Homem teve sua foto publicada em post que circulou nas redes sociais e pelo WhatsApp; Autora da mensagem voltou atrás e pediu desculpas pelo Instagram.

Um caso envolvendo um motorista do Uber, uma passageira e uma acusação postada em várias redes sociais virou caso de polícia, em Macaé. Na semana passada, o motorista identificado como Carlos Eduardo, procurou a 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP) para registrar uma ocorrência como vítima de constrangimento ilegal e difamação.
Segundo a versão da passageira, ela teria solicitado o Uber no dia 6 de fevereiro com ponto de partida no shopping Plaza Macaé, na Granja dos Cavaleiros. Ao fim da corrida, a jovem enviou um áudio a uma amiga pelo aplicativo Whatsapp informando que havia sido assediada pelo motorista. Na mensagem, a menina afirma que Carlos Eduardo estaria tocando suas partes intímas durante a corrida. A amiga da passageira que recebeu o áudio, fez um post em várias redes sociais  relatando sobre o fato supostamente ocorrido e alertando as pessoas a não solicitarem corridas com o motorista.

Post feito pela passageira, que rapidamente circulou em aplicativos de mensagens, denegrindo a imagem do motorista.

A mulher também divulgou nome e foto do motorista. A imagem e o relato circularam e viralizaram rapidamente por diversos grupos no aplicativo de mensagens. O boletim de ocorrência registrado pelo motorista denuncia “constrangimento ilegal” e “difamação”. O documento diz que o motorista negou todas as acusações feitas pela cliente. Segundo o advogado de Carlos Eduardo, Leandro Neves, o motorista chamou atenção da cliente, pois ela teria atrasado cerca de 10 minutos, o que, segundo ele, pode ter motivado a denúncia infundada. “ A cliente atrasou e o motorista a alertou quando ela chegou ao carro, afirmando que após cinco minutos a corrida poderia ser cancelada, segundo as normas da Uber. Ele teve a boa vontade de esperar e ainda foi vítima de uma farsa que o prejudicou tanto na vida pessoal, quanto na profissional”, disse Neves.

Motorista registrou ocorrência na delegacia de Macaé um dia após o crime.

Após o post, Carlos Eduardo, viu sua vida virar de cabeça para baixo. A mulher dele chegou a terminar o relacionamento, mas voltou atrás depois de entender o caso. Ela foi uma das pessoas que recebeu a imagem e o relato. Além disso, o motorista, pai de duas meninas, teve que trocar de carro para continuar a pegar corridas. “De uma hora para outra ele viu as chamadas reduzirem 98%. As pessoas pediam e cancelavam a corrida ao ver o carro e a foto dele sem ao menos saberem se a história era verídica. Foi um prejuízo inestimável em todos os sentidos”, ressaltou o advogado.
Em conversa com nossa equipe de reportagem, o motorista mostrou uma queimadura no antebraço direito. Segundo ele, o único fato que pode ter feito a passageira pensar que ele estaria se tocando, seria o de ele ter coçado a queimadura. “ A jovem em questão ficou a corrida inteira olhando e teclando no aparelho celular. Se realmente ela tivesse visto algo, teria filmado ou fotografado”, questionou o motorista.

Após o registro da ocorrência, autora do relato postou um pedido de desculpas no Instagram e disse que tudo não passou de um engano.

Após o registro da ocorrência feito um dia após o ocorrido contra a passageira e a amiga que fez a postagem, a jovem que relatou o fato, postou um pedido de desculpas no Instagram e disse que tudo não passou de um engano.
O motorista, no entanto, espera que o desfecho seja decidido na Justiça. “ Tenho duas filhas, trabalhei 20 anos como taxista e agora estou na Uber. Nunca tive nenhum tipo de problema, muito menos desse tipo. Quem fez isso deve pagar pelos seus atos para que não o faça com mais ninguém. Prejudicaram a vida de um pai de família que só estava trabalhando”, relatou Carlos Eduardo.

A Uber, chegou a suspender o motorista por algumas horas para averiguação, mas depois de constatar que o fato não era real, devolveu a Carlos Eduardo o direito de fazer corridas pelo aplicativo. O carro não é mais o mesmo, o nome e a foto do perfil também não. Ele teve que trocar o nome e mudar a foto para que os passageiros voltassem a solicitar corridas. Tentamos contato com as duas mulheres envolvidas no caso, mas não obtivemos retorno até o fechamento desta edição.

Autor: Bertha Muniz

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