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Comando da PM de Macaé esclarece retorno das blitzen antes do prazo previsto no município

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Bertha Muniz

O comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM), tenente-coronel Marco Aurélio Ciarlini Vollmer esclareceu ontem (1º), o motivo da retomada das blitzen com apreensões de veículos no município de Macaé. Segundo Vollmer, a PM verificou através de análises criminais que as ocorrências envolvendo roubo e furtos de veículos aumentaram consideravelmente desde que as operações interromperam as apreensões.

“A Polícia Militar não pode ficar dependendo de questões burocráticas para trabalhar, pois quem está pagando o preço é a sociedade. Apenas com o reinício das operações já aprendemos duas armas de fogo. Salientando ainda que mais de 80% dos crimes acontecem com a utilização de veículos irregulares. Assim, cabe à força pública de segurança intervir em prol da população de bem”, pontuou o comandante, ressaltando que os veículos apreendidos em Macaé estão indo para os depósitos de Campos dos Goytacazes e de Casimiro de Abreu.

A empresa Rodando Legal Serviços e Transportes Rodoviários, localizada no bairro São José do Barreto, foi interditada há um mês pela Coordenadoria Especial de Posturas da Prefeitura de Macaé. A interdição foi realizada pela ausência de Alvará de Localização e Funcionamento já que o estabelecimento funcionava por meio de uma medida cautelar que, em decorrência dos trâmites processuais, perdeu sua eficácia.

Dois dias após o ocorrido, o prefeito de Macaé, Dr. Aluizio Jr., propôs a formalização de um convênio com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de oferecer o serviço de reboque e guarda de veículos apreendidos em depósito municipal.

Na época, o comandante do 32º BPM garantiu que veículos apreendidos em Macaé não iriam para pátios de outras cidades até que a situação da municipalização do depósito fosse resolvida. “Existe uma deliberação do CONTRAN que autoriza a aplicarmos a notificação sem a apreensão por ausência de reboque”, ressaltou.

Entendendo a necessidade da manutenção dos serviços e os problemas que a população de Macaé poderia vir a sofrer com a guarda dos veículos apreendidos em outros municípios, a Prefeitura de Macaé enviou no início do mês de maio à Câmara Municipal o termo de convênio com o governo do estado do Rio de Janeiro. Com a leitura do termo na sessão legislativa da última quarta-feira(31) tudo caminha para uma solução que deverá atender duas demandas da população da cidade. 

No entanto, o comando da PM de Macaé, afirmou que não é mais possível esperar. “Apenas sei que o depósito público municipal foi interditado por ordem judicial; que estamos há três semanas sem realizar apreensões; que detectamos que os índices de roubo e furto aumentaram nesse período. Não posso permitir que o cidadão de bem fique sujeito a isso. Claro que as operações não resolvem tudo, mas dificulta ações delituosas”, afirmou Vollmer.

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