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Briga após festa LGBT em Cabo Frio vira inquérito da Polícia Civil

Bertha Muniz

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Dois rapazes tiveram ferimentos grave após um desentendimento em uma boate no Boulevard Canal. Um deles perdeu parte do dedo.

A Polícia Civil de Cabo Frio investiga o caso de um jovem de 24 anos, morador do Rio das Ostras, agredido após uma festa LGBT ocorrida em uma boate no Boulevard Canal. Imagens divulgadas pela suposta vítima nas redes sociais mostram as marcas do espancamento. O jovem, que é homossexual, relata que foi agredido por integrantes de uma Organização Não Governamental (ONG) atuante em Cabo Frio. Ele relatou os momentos de pânico vividos na madrugada no dia 25 de maio deste ano.

“Quando eu saí havia três pessoas me esperando, eles começaram a me agredir, subiram em mim e, de repente, eu consegui sair debaixo deles. Dei alguns passos e vi que vinham outras cinco pessoas atrás de mim, uma delas com uma barra de ferro. Ao notarem que eu estava tonto, eles me jogaram no canal e eu consegui nadar até o outro lado para pedir socorro”, contou a suposta vítima.  Em uma postagem no Facebook, o rapaz acusado pela vítima como o agressor, relata que agiu em sua legítima defesa, respondo as agressões da vítima. Ele afirma ter sido foi machucado, levou uma mordida no rosto e teve o seu dedo arrancado.

“Eu, em minha legítima defesa, respondi as agressões físicas do Filipe, e consegui imobilizá-lo no chão com o intuito de acabar com a briga, inclusive propondo uma “trégua” (mesmo muito machucado e com uma mordida no rosto, deixei claro que a briga findava-se ali e cada um seguiria para seu destino) o que foi descumprido covardemente pelo mesmo, assim que o soltei. Ato contínuo, o Filipe me derrubou novamente no chão, socando meu rosto e enquanto eu tentava me defender de seus socos, fui mordido e tive um pedaço de meu dedo arrancado (a primeira falange do indicador esquerdo). Após esta fatalidade, e meus pedidos de ajuda pela perda do meu dedo, meus amigos interferiram na briga, separando, e me levando imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento do Município. Enquanto recebia os devidos cuidados médicos, tomei conhecimento que infelizmente, por eu ser muito conhecido, algumas pessoas que presenciarem o ocorrido se revoltaram com o episódio, e tentaram fazer justiça com as próprias mãos, seguindo o menino até jogá-lo no canal”, disse.

Segundo o delegado titular da 126ª Delegacia Policial de Cabo Frio (126ª DP), Sérgio Caldas as duas agressões serão apuradas em conjunto. “Esse grupo de pessoas se desentendeu no interior de uma boate no Canal, e na saída houve um confronto físico. Temos essa vítima de Rio das Ostras que apresenta algumas lesões e a vítima de Cabo Frio que também apresenta lesões, inclusive, uma permanente, oriunda de uma mordida. Estamos aguardando os laudos periciais para que possamos materializar esse entendimento. Além disso, fizemos a requisição de imagens de câmeras de monitoramento e estamos ouvindo testemunhas para que possamos chegar ao provocador da briga e identificar os envolvidos”, pontuou o delegado.

Suposto agressor teve um pedaço do dedo arrancado por uma mordida.

 

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