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Armas falsas representam 40% das apreensões de roubo em Macaé e Rio das Ostras

Bertha Muniz

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Armas de pressão, normalmente utilizadas por esportistas, vêm sendo desviadas para cometer assaltos em Macaé e Rio das Ostras. Um estudo Instituto de Segurança Pública (ISP), detectou que de janeiro a julho deste ano, foram apreendidos 50 simulacros, sendo 7 de fuzis e 43 de pistolas, 95% encontrados durante abordagens a motociclistas nas ruas de Macaé e Rio das Ostras.

Armas falsas são vendidas livremente em lojas físicas e pela internet. Os policiais têm muita dificuldade para diferenciá-las do armamento real, mesmo se observadas a uma curta distância.

A maior parte das armas de fogo autênticas são apreendidas nos locais onde há confrontos com traficantes.  De acordo com o comandante do 32° BPM de Macaé, tenente-coronel André Henrique Oliveira, a Polícia Militar está trabalhando de forma incansável, abordando e buscando manter a população em segurança através de sua presença ostensiva.

A maioria das cópias é de pistolas. Segundo André Henrique, os cuidados que se deve ter são os mesmos com relação às armas originais.

Por que armas caem no crime

Armas de pressão ou de brinquedo são preferidas por autores de crimes de roubo pela possibilidade de ameaçar a vítima e, caso o suspeito seja pego em flagrante, será penalizado de forma mais branda do que se estivesse portando uma arma de fogo. A punição para quem é porta uma arma de fogo varia entre dois e quatro anos, se a arma for de uso permitido. Se for de uso restrito, a pena é de três a seis anos.

Já o porte de armas de pressão não é considerado crime. Em casos de roubos com esses equipamentos, o crime é considerado roubo simples com pena de 4 a 10 anos e multa. Em casos envolvendo arma de fogo, é considerado roubo qualificado e a pena é aumentada para seis a 15 anos de reclusão.

Além disso, pistolas de calibres 9 mm, ponto 45 e ponto 40 custam em torno de R$ 5 mil no mercado negro, a depender do fabricante. Uma “arma” do tipo Airsoft tem preço médio entre R$ 250 e R$ 500. Um fuzil sai entre R$ 50 mil e R$ 70 mil na ilegalidade. Já uma réplica, muito parecida com arma verdadeira, custa R$ 2 mil ou menos. Para o crime, é mais barato e impune utilizar armas falsas.

Foto: Divulgação/Polícia Militar

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