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Mercado imobiliário de Macaé e região registra queda de locação e venda

 

A oferta ultrapassa a procura e muitos imóveis estão sendo negociados com preços reduzidos

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Esio Bellido e Victor Viana

Não só em Macaé como também Rio das Ostras e outras cidades da região, vem registrando uma queda considerável nas vendas e aluguéis de imóveis, tanto residencial quanto comercial.

A redução se dá em relação a crise econômica que essas cidades passam devido o esvaziamento da população que por vez perderam seus empregos e tiveram que deixar as cidades em busca de uma melhor oportunidade de trabalho. Agora para comprar ou alugar um imóvel o interessado encontra mais ofertas com preços mais em conta, mas mesmo assim a demanda ultrapassa o interesse de quem deseja comprar ou alugar um imóvel.

Segundo o Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi), divulgado nesta quarta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou 0,20% em julho, após uma alta de 1,02% em junho. O índice acumulado no ano foi de 4,81%. Em 12 meses, a alta ficou em 6,47%, que mesmo assim não consegue superar a queda do setor.

De acordo com o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 1.009,76 por metro quadrado em julho. O valor ficou acima dos R$ 1.007,75 por metro quadrado estimados em junho.

Para o corretor de imóveis Isack Alves, que atua no centro de Macaé, existe um grande déficit habitacional na cidade.

“Mesmo com os preços reduzidos nas vendas e locações de imóveis na cidade, registramos uma queda considerável na procura, tem torno de 25% e devido a isso, muitos proprietários preferem negociar diretamente com o locatário, em busca de melhores preços, sem passar por uma imobiliária, o que acarreta também outra crise no setor”, disse.

Em Rio das Ostras o cenário também não é diferente. Quem percorre a cidade, observa o aumento de anúncios de vendas e locações. Com preços mais acessíveis, muitos imóveis estão sendo negociados com os próprios proprietários. Mais uma vez a procura é pouca e donos de imóveis já sentem o prejuízo no bolso.

Segundo a corretora Iara de Souza, que trabalha com a venda e alugueis em Rio das Ostras, a cidade registra uma queda nos imóveis para locações. “Estamos em um período de recessão e mesmo com promoções e preços mais baixos, faltam interessados”, frisou.

Já em Búzios, o mercado imobiliário é diferenciado do restante da região, pois o terreno no balneário é hipervalorizado. As casas na península então tornaram-se ainda mais caras, devido a oferta de casas para vender e alugar que é cada vez menor.

“O fluxo de ofertas tem se mantido na parte continental do município. Além de haver poucas casas para aluguel fixo, a maior parte dos proprietários preferem alugar suas casas para temporada, o que é um movimento informal que compete com as mais de 200 pousadas e hotéis da cidade. Búzios tem também o aluguel mais caro do Rio de Janeiro, ficando atrás somente do bairro Leblon, na capital fluminense. Além de ter limitações para a ocupação dos terrenos e leis ambientais mais rígidas, o que torna o mercado imobiliário mais caro que Cabo Frio”, informou o setor de imóveis da Região dos Lagos.

E Cabo Frio sofre com a baixa fiscalização e regularização no setor, o que torna os alugueis mais baixos. No entanto é a maior a oferta de casas e apartamentos para aluguéis fixos e o terreno para vendas também é mais em conta.

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