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Jogos eletrônicos online: de brincadeira ao vício que pode levar à morte

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Os jovens, em busca de uma falsa felicidade, acabam entrando por um mundo virtual, onde as suas aspirações, mesmo as mais sombrias, acabam tendo uma aparência de êxito, e assim, quando se deparam com a realidade, acabam achando a vida cansativa, monótona, e algumas vezes chegam até ao suicídio.

Os jogos eletrônicos são induzidos como opção de lazer nos dias atuais. Porém, muitos jovens acabam se viciando e ficando “escravos” dessas brincadeiras online. E o que fazer quando o próprio jogo induz à morte? Como forma de castigo, o participante se sente na obrigação de cumprir uma tarefa que pode levar junto sua própria vida.

É o que aconteceu essa semana com um jovem de São Vicente, litoral de São Paulo. Um menino de apenas 13 anos que foi encontrado com uma corda no pescoço e de frente pra o computador.

Acredita-se que a iniciativa de tentativa de suicídio tenha vindo de um desafio que o jogo propõe ao perdedor. Assim, após jogar a partida, o jovem amarrou uma corda no gancho do saco de boxe em seu quarto e realizou o desafio, que no caso era de se enforcar, o que o levou à morte.

Muitas vezes esses jogos já entram na vida de adolescentes e também adultos de forma gradual até chegar ao vício, seja através de etapas e prêmios, onde não conseguem mais se desligar da tela do computador.

O vício pelo jogo social não ocorre com qualquer usuário. Segundo especialistas em comportamento voltado para o mundo virtual, só se viciará quem tiver predisposição ou quem estiver vivendo momentos de problemas psicológicos e sociais, como angústia, baixa autoestima, depressão, fobias sociais, solidão e isolamento.

De acordo com o psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da Universidade Estácio de Sá em Macaé, Domingos Isidório da Silva Júnior, no geral os pais devem ter cuidado de não deixar os filhos isolados quando da utilização da internet. “Uma vez que recolhidos no seu mundo virtual, os pensamentos podem ser os mais diversos, tanto para o lado bom, quanto para o lado ruim. Vale ressaltar, que o fato de ter acontecido tal situação, não implica afirmar que todo adolescente tenha essa intenção quando da utilização da internet, mas vale a pena ter cuidado e prevenir uma possível fatalidade”, ressaltou.

A reportagem do Jornal Diário da Costa do Sol foi às ruas para ouvir a opinião das pessoas em relação aos jogos eletrônicos online e seus perigos. Saber até que ponto é válido participar de um jogo que pode induzir seus participantes a cometerem até suicídio.

Para a empresária Roberta Ferraz, da Praia dos Cavaleiros, a educação vem de família e é preciso sim monitorar tudo o que os filhos fazem na internet. “Acredito que a educação na escola é fundamental mas a base vem da família, a escola no caso fica como uma educação secundária. Quando digo isso, é porque muita gente culpa a escola e a formação que seu filho adquire estudando. Meu filho tem apenas 4 anos, mas sempre passo para ele o que pode ou não assistir e jogar pela internet. Monitoro tudo que ele faz. Infelizmente esse caso que aconteceu com a morte desse adolescente cria um alerta para nós pais de estarmos sempre vigilantes com nossos filhos” disse.

Já a estudante Pâmela Rodrigues, moradora da Cancela Preta em Macaé, acha que jogar é bom, mas é preciso cuidado quando vira um vício. “Já participei de jogos online mas sempre dentro dos limites de segurança. Nunca deixei que virasse um vício ou que eu fizesse coisas absurdas, mas infelizmente nem todos pensam assim”, frisou.

O mesmo pensa Rodrigo A. Santos, da Praia do Pecado, que vê o jogo online apenas como uma diversão. “Sei dos perigos e por isso não me aprofundo muito em certos tipos de jogos. Só participo apenas de brincadeiras online com meus próprios amigos, os quais eu conheço bem”, destacou.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

 

 

 

 

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