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Empresa norueguesa sinaliza com investimento bilionário na Bacia de Campos

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Novos ares estão soprando à favor da retomada da economia de petróleo no Brasil e principalmente nas regiões norte fluminense. Com 15 anos de atuação e investimentos no setor petrolífero no Brasil, a empresa norueguesa Statoil direciona seus principais negócios para o campo de Peregrino, na Bacia de Campos.

Com a sua mais recente aquisição, a Carcará, no pré-sal, já na Bacia de Santos, os investimentos da empresa no país chega ao patamar dos US$ 10 bilhões somente nos últimos anos.

A empresa tem no Brasil o seu centro de estratégia de crescimento internacional. Em uma visita recente ao país, o CEO global da companhia norueguesa de energia, EldarSaetre, reafirmou a importância estratégica do Brasil no portfólio da empresa e declarou que ele está entre as áreas consideradas chaves para a priorização de investimentos nos próximos anos.

Em entrevista Saetre afirmou que atua tanto na exploração como na produção e que o Brasil é seu maior campo de operação fora da Noruega. E o mais importante, o campo de Peregrino, que fica na Bacia de Campos é o que mais recebe investimentos da gigante norueguesa. O retorno é expressivo, pois em cinco anos de operação, já ultrapassou a marca de 100 milhões de barris produzidos.

A compra do primeiro campo de petróleo no pré-sal no Brasil foi o primeiro passo para esse avanço. Após o anúncio de compra da participação da Petrobras no campo de Carcará (bloco BM-S-8) no pré-sal na Bacia de Santos, o presidente da Statoil no Brasil, Pal Eitrheim, anunciou que a companhia está interessada em avaliar todas as áreas que serão oferecidas nos próximos leilões a partir de 2017.

No próximo ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve ofertar em leilão áreas contíguas a quatro campos de petróleo: Carcará, Tartaruga Verde e Sapinhoá, no pré-sal, e Gato do Mato, na camada pós-sal. As reservas de petróleo desses quatro campos se estendem para áreas adjacentes ainda não concedidas, num processo conhecido como “unitização”. A Statoil está de olho nas quatro áreas contíguas que serão leiloadas.

“Enxergamos muitas oportunidades tanto dentro do bloco, o BM-S-8, como fora do bloco e com certeza essas áreas são interessantes para nosso negócio”, destacou Eitrheim.

Já para os próximos anos, boa parte das atividades internacionais da empresa se concentrará no Brasil. Entre elas estão uma grande campanha exploratória na Bacia do Espírito Santo e a segunda fase de Peregrino, na Bacia de Campos, que entrará em operação em 2020 com uma terceira plataforma integrada ao campo. Esta última adicionará 250 milhões de barris em reservas e prolongará a vida útil do ativo.

Além disso, a norueguesa está em fase de desenvolvimento e avaliação do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos. É lá que está a descoberta gigante de Pão de Açúcar, avaliada em mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas recuperáveis.

O presidente da Statoil estimou que as reservas de petróleo do Campo de Carcará que ficarão com a fatia da norueguesa são de 700 milhões a 1,3 bilhão de barris. Isso significa que o campo pode ter reservas totais da ordem de 2 bilhões de barris.

Recentemente a companhia anunciou dos grandes acordos com a Petrobras. Um é para a aquisição de 66% da participação da petroleira brasileira como operadora no bloco offshore BM-S-8, na Bacia de Campos. Já o outro são de futuras licitações das áreas de exploração como também de expandir a colaboração em parte da cadeia produtiva que antecede o refino nos campos das Bacias de Santos e de Campos.

Atualmente, a Petrobras e a Statoil são parceiras em 13 blocos para exploração ou produção. Dez estão no Brasil e três no exterior. Segundo Saetre, a colaboração com parceiros como a Petrobras e o conhecimento profundo sobre uma das principais áreas estratégicas, representa uma excelente oportunidade para a companhia. “Esperamos que isso resulte em um significativo potencial de criação de valor para ambas as partes”, afirmou o CEO global.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

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