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Empresa desiste de construir hidrelétricas no Rio Macaé

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A Alupar Investimentos S.A. desistiu de construir três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no leito do Rio Macaé, no trecho que margeia a RJ-142, a estrada Serramar, que liga Nova Friburgo a Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos. Após a pressão contrária de moradores e ambientalistas, a empresa disse, na última quarta-feira (19), que não dará continuidade ao projeto e já comunicou a decisão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A Alupar informa que devido à realocação de prioridades de investimentos, desistiu de dar continuidade aos projetos de aproveitamentos hidrelétricos no Rio Macaé, já tendo comunicado tal decisão à Aneel”, informou a assessoria de imprensa da empresa.

Em consórcio com a W. Energy Participações S.A. e Ipar Participações Ltda, a Alupar estava desde 2008 interessada na construção das hidrelétricas que, juntas, seriam capazes de gerar pouco mais de 60 megawatts de energia por hora (MW/h). A PCH Rio Bonito funcionaria em um ponto um pouco acima do encontro dos rios Bonito e Macaé, no distrito de Lumiar. A PCH Casimiro de Abreu seria instalada abaixo da Cachoeira da Fumaça, enquanto a PCH Macaé produziria energia mais abaixo do encontro dos rios Macaé e Sana, ambas localizadas nos limites de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu.

Vale lembrar que as usinas hidrelétricas seriam construídas no trecho do rio que margeia a RJ-142, a conhecida estrada Serramar, que liga Nova Friburgo a Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos. A PCH Rio Bonito funcionaria em um ponto um pouco acima do encontro dos rios Bonito e Macaé, no distrito de Lumiar. A PCH Casimiro de Abreu seria instalada abaixo da Cachoeira da Fumaça, enquanto a PCH Macaé produziria energia mais abaixo do encontro dos rios Macaé e Sana, ambas localizadas nos limites de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu.

Em 2015, a Aneel havia aprovado o inventário do Rio Macaé, realizado pelo consórcio, para identificar os locais com potencial hidrelétrico. Após isso, as empresas obtiveram autorização do órgão para elaborar o projeto básico das três PCHs, mas o mesmo revogou neste mês de outubro, a permissão para as PCHs Casimiro de Abreu e Bonito, o pedido do consórcio. Somente o desenvolvimento do projeto básico da PCH Macaé ainda está em vigor na Aneel.

Desde maio deste ano, quando representantes do consórcio procuraram o Comitê de Bacia Hidrográfica dos rios Macaé e das Ostras (CBH Macaé) para apresentar a ideia, moradores e turistas vêm se mobilizando contra a construção das hidrelétricas no rio. Um grupo de pessoas que compõe o “Movimento em defesa do Rio Macaé” recolheu, até agora, mais de 4.600 assinaturas de pessoas contrárias ao empreendimento, em um abaixo-assinado online.

Na última semana, a diretoria do Comitê de Bacia divulgou comunicado contra a construção dos geradores de energia elétrica com base no plano de recursos hídricos que não prevê esse tipo de empreendimento no Rio Macaé. Para eles, as hidrelétricas reduziriam a vazão das águas e, portanto, prejudicariam as atividades de recreação e turísticas no rio, afetando a geração de emprego e renda em Nova Friburgo e região.

A Prefeitura de Nova Friburgo também se manifestou contrária à intervenção no rio. Em setembro, o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Alexandre Sanglard, disse que o projeto causaria impactos negativos para a região de Lumiar. “Uma intervenção desse porte feita em uma área de proteção ambiental é muito delicada”, alegou o secretário, na ocasião.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pela concessão de licenciamento, informou na última quarta-feira (19), que não há nenhum processo referente à construção das três hidrelétricas no Rio Macaé. “No caso, empreendedores já mostraram interesse na construção de três centrais hidrelétricas no rio Macaé, mas até a presente data não formalizaram a intenção de licenciamento da construção junto ao Inea”, concluiu a nota.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

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