Mídias Sociais

Geral

Alair corta passagem popular em Cabo Frio, Aluízio mantém programa em Macaé

Avatar

Publicado

em

 

A crise que atinge o nosso país tem feito a cada dia novas vitimas. Várias prefeituras do Estado do Rio, inclusive o Governo do Estado, têm cortado programas sociais por conta da crise financeira. Cabo Frio é uma dessas cidades, e os cortes nos programas não foram poucos. Um dos maiores e mais importantes programas sociais é a passagem popular, que beneficiava milhares de pessoas na cidade.

A passagem custa R$ 3,70, mas para quem possuía o cartão dignidade a passagem custava R$ 0,50. Em 2015, Alair aumentou modificou o programa com a justificativa da crise, que ainda começava na região. A passagem passou então a custar R$ 1,50. Era uma mudança abrupta em relação ao valor anterior, mas ainda assim era melhor do que pagar R$ 3,70.

Mas agora, diante da atual conjuntura, Alair disse que a manutenção do programa ficou insustentável. E ainda culpou os sindicatos da cidade. A Salineira, empresa de ônibus que atua no município, informou que a dívida que a prefeitura possui com a empresa é de quase 7 milhões de reais, e que por isso, suspenderia o uso do cartão dignidade. A prefeitura não tem repassado a diferença no valor da passagem para a empresa. Diariamente, cerca de 7 mil pessoas utilizam o serviço, e o fim do programa com certeza terá um impacto brutal no orçamento das famílias cabofrienses.

Esse é apenas um dos problemas vividos por Cabo Frio, que em todos os casos coloca a culpa na queda na arrecadação dos Royalties. Mas a verdade é que existem cidades que mesmo com a crise, conseguem manter as contas em equilíbrio. É o caso de Macaé, que mesmo com a diminuição nas receitas, manteve o programa da passagem popular.

Cerca de 120 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente na cidade, e esse benefício é essencial para que as famílias mantenham as finanças em ordem. O prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, justifica a manutenção do programa como essencial para o macaense: “O projeto continua pois pra você, que usa o ônibus pra buscar emprego, pode ser a chance de fazer isso mais vezes. Continua pois pra você que usa o ônibus pra se divertir, pode ser a chance de fazer isso sem comprometer o orçamento. Continua pois pra nós, manter a passagem a R$1 significa, de alguma maneira, contribuir para que a vida do cidadão, seja melhor” – disse o prefeito.

Somente na integração dos quatro terminais (Centro, Cehab, Lagomar e Parque de Tubos) passam, todos os dias, 45 mil passageiros, o que também representa uma economia para o cidadão, já que não é necessário o pagamento da segunda passagem.

Como podemos ver, existem exemplos que servem como contraponto à conduta de governantes como o Governo do Estado do Rio, e a prefeitura de cabo Frio, que sempre procuram justificativas para aplicar periodicamente aumentos significativos nas tarifas do transporte público, além de sempre arrumarem uma desculpa para justificar a crise. A crise só existe porque não há transparência. A crise só existe onde há má administração. A crise só existe porque há corrupção. Que a postura da prefeitura de Macaé sirva de exemplo para todos.

 

Mateus Marinho

Mais lidas da semana