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Passagem da Tocha Olímpica por Macaé tem saldo positivo para a prefeitura

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A passagem da Tocha Olímpica por Macaé, no último fim de semana, foi vista como positiva pela prefeitura, apesar dos imprevistos de mudança do trajeto e dos boatos sobre os custos do evento para os cofres públicos municipais.

Considerada uma grande festa, a passagem da Tocha, que, coincidentemente, aconteceu juntamente com a comemoração pelo aniversário de 203 anos da emancipação político-administrativa de Macaé, foi, segundo Secretário de Governo, Léo Gomes, um evento democrático e do povo.

Sobre a mudança de trajeto, que desagradou moradores da Barra de Macaé, que viram a Tocha passar dentro de um carro, e não a pé, pelas ruas, como é tradicional, Léo Gomes explicou que a decisão não foi da prefeitura e sim do Comitê Organizador do Jogos, mas que isso não deveria diminuir a grandeza do evento.

“Infelizmente a prefeitura não pode ultrapassar as decisões do Comitê Organizador. A prefeitura encerrou o evento na praia. Não há nada mais democrático do que a praia, pois é um lugar em que não se paga para entrar. A prefeitura lamenta a mudança de última hora no trajeto, mas as pessoas precisam entender que isso não diminui a grandeza da festa. É igual acontece no Natal; você se prepara o ano todo, faz uma carne assada, e no dia, ela passa um pouquinho no forno. Isso não acaba com o Natal assim como esse imprevisto não acabou com a festa da Tocha”, defendeu Léo.

O problema, segundo o Presidente da Fundação Macaé de Esporte (Fesporte), Thales Coutinho, foi uma surpresa para a prefeitura, que só teria ficado sabendo da mudança do trajeto meia hora antes da Tocha desembarcar na cidade.

“Nós fomos radicalmente contra essa mudança (de trajeto). Nós fomos avisados cerca de 30 minutos antes da Tocha chegar em Macaé. E fomos totalmente contra a mudança que suprimiu o trecho que Tocha passariam pela Barra, da saída do Moacyrzão até o Mercado de Peixes. Tanto que, no final da cerimônia, chamaram a Força Tarefa (da cidade) para subir ao palco, mas a gente achou melhor não ir, por causa dessa mudança”, explicou Thales.

O Presidente da Fesporte esclareceu ainda que a responsabilidade da mudança foi do Tenente Coronel Francisco Cantarelli, da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), que cuida da passagem do símbolo olímpico pelo país, e que o episódio em Angra dos Reis, quando a Tocha foi apagada, teria influenciado a decisão, que, inclusive, poderia ter sido muito pior para a cidade.

“A decisão foi do Coronel Cantarelli, da Força Nacional de Segurança. E o episódio de Angra dos Reis teve influência nisso. Meia hora antes, eles avisaram que não queriam fazer o trajeto inicial da Tocha por terra no Estádio. A gente questionou o coronel, porque havia muitas famílias, e principalmente crianças no Estádio, inclusive da rede municipal de educação, que haviam preparado uma recepção linda, e que estavam esperando a Tocha. Isso nós conseguimos manter, mas ficamos muito chateados por não conseguir avisar ao povo da Barra que estava na rua. Agora, a gente tem que ressaltar que foi um evento brilhante, uma grande festa”, contou Thales.

Ele que reafirmou que foi uma satisfação enorme a realização de um evento que foi histórico para o município, e que, marcou o aniversário da cidade, mas aproveitou para desmentir que a passagem da Tocha tenha sido paga pela prefeitura.

“É preciso explicar algumas coisas. Sobre valores, por exemplo. Que fique claro; a prefeitura foi convidada pelo Comitê Organizador, que fica a cargo do Cerimônias Cariocas, empresa que ganhou a licitação. Todo o aparato que envolve a passagem da Tocha Olímpica é arcado pelo Comitê Organizador. À prefeitura, cabe apenas serviços essenciais, como limpeza das ruas, segurança pública, e organização do trânsito. Esses valores divulgados? Esqueçam. Não são reais”, garantiu Thales.

Tunan Teixeira

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