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O efeito Abel Braga no Fluminense

Sérgio Barcellos

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Não é segredo para ninguém que o Fluminense começou o ano em baixa e sob muita desconfiança. Com problemas financeiros, o Tricolor das Laranjeiras viu o seu então time titular ser quase que inteiramente desmontado com a saída de peças importantes. As projeções não eram nada animadoras, mas em pouco tempo o técnico Abel Braga conseguiu mudar os ares no clube, transformando o Flu em uma equipe bastante competitiva.

“Não nos achamos superiores a ninguém. Mas para ganhar da gente tem que correr, pelos menos igual”, afirmou o técnico Abel Braga após a conquista da Taça Rio. A frase dita pelo treinador ajuda em partes a explicar a mudança de mentalidade imposta no clube.

Após perder peças importantes como Diego Cavalieri, Lucas, Henrique, Wendel, Scarpa, Wellington Silva e Henrique Dourado, Abel Braga se viu obrigado a se reinventar e quebrar a cabeça para montar o time. E foi exatamente isso que fez o treinador.

A mudança de mentalidade sem dúvidas contribuiu para a recuperação da alta-estima e também na criação de um time competitivo. Outro fator preponderante foi a mudança no esquema tático. Abel passou a armar a equipe com três zagueiros para dar uma proteção maior ao sistema defensivo. E a mudança deu resultado. Dos 17 jogos disputados no ano, o Flu não teve a defesa vazada em 10 deles.

Além disso, o esquema deixa os laterais Gilberto e Ayrton Lucas mais livres para atacar e é exatamente por ali que o time vem criando as principais jogadas ofensivas. Salários em dia e o conceito implantado de coletividade acima do individual também ajudam a explicar a boa fase do Fluminense.

Na próxima quinta-feira, o Fluminense testará mais uma vez a boa fase, agora diante do Vasco, na semifinal geral do Carioca. A partida será disputada às 21 horas, no Maracanã.

Foto: divulgação

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