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Flu recebe Athletico no Maracanã nesta quinta-feira, 17, em encontro de ex-times de Fernando Diniz

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Quando o juiz autorizar o início da partida entre Fluminense e Athletico, na noite desta quinta-feira, 17, no Maracanã, às 21h, estarão frente a frente dois times com elencos, investimentos e ambições neste campeonato muito diferentes entre si, mas com uma semelhança muito importante em comum.

Enquanto Marcão, técnico do Fluminense, estará comandando o escrete tricolor de um lado, com todas as dificuldades financeiras que o clube enfrenta nos últimos anos, do outro lado, estará o atual campeão da Copa do Brasil, Tiago Nunes, no comando dos paranaenses.

Apesar das trajetórias tão diversas nas carreiras, os 2 treinadores têm em comum a coincidência de terem substituído Fernando Diniz, atualmente treinador do São Paulo, e que apesar do reconhecimento dentro dos 2 clubes, acabou demitido devido aos maus resultados.

Com ideias inovadoras em relação à mesmice dos técnicos do futebol brasileiro nos últimos anos, Fernando Diniz coleciona, ao mesmo tempo, entusiastas e críticos ferrenhos, tanto entre jornalistas quanto entre torcedores, não apenas de Flu e Athletico, suas duas primeiras oportunidades na Série A do Brasileirão.

Nas duas passagens, tanto na Arena da Baixada quanto nas Laranjeiras, a queda aconteceu pelo mesmo motivo, a falta de resultados, fantasma que ainda assombra o treinador, agora no Morumbi. Mas mesmo entre seus sucessores e entre os jogadores que deixou, o trabalho de Diniz é bastante exaltado.

E o legado do ex-treinador vem sendo aproveitado pelos sucessores tanto pelos lados do Rio quanto pelos lados de Curitiba. Posse de bola, troca de passes, intensidade e ofensividade são algumas das marcas que Marcão e Tiago Nunes mantiveram quando sucederam Diniz.

No Athletico, até pela estrutura do clube e pela administração mais organizada, Tiago Nunes, que assumiu o comando técnico da equipe em junho do ano passado, conseguiu ajustar o estilo de jogo do antecessor à obtenção dos resultados, com 2 títulos importantes, a Copa Sul-Americana do mesmo ano e a Copa do Brasil desse ano.

Já no Fluminense, Marcão precisou esperar o fracasso de Oswaldo de Oliveira, demitido após discussão vexatória com o atual capitão tricolor, Paulo Henrique Ganso, em empate em 1 a 1 diante do Santos.

Mesmo assim, em seus primeiros 5 jogos, fez o que a torcida e os jogadores queriam, voltando com o estilo de jogo de Fernando Diniz, e melhor ainda, com resultados, já que, sob seu comando, o time conseguiu 3 vitórias e 2 empates, somando 11 pontos, saindo da temida zona de rebaixamento.

Ao portal globoesporte.com, Marcão já confirmou inúmeras vezes a sua inspiração no estilo de jogo moderno e vistoso do ex-treinador tricolor, tendo declarado isso abertamente em algumas entrevistas.

“A equipe do Fluminense já tinha um DNA, jogava assim há 7 ou 8 meses. É uma forma do Fernando [Diniz], de posse de bola e transições importantes. A forma que eles estão jogando foi [decidida] após uma conversa com o grupo, sincera e transparente. Gosto da maneira que o Fluminense joga. Traz uma dificuldade para o adversário. Vamos manter dessa forma, uma equipe corajosa. Não temos que ter medo de jogar”, declarou Marcão, segundo o site.

Com 29 pontos na 14ª colocação até o início da 26ª rodada do Brasileirão, o Fluminense fecha essa rodada jogando em casa, a partir das 21h, diante do Athletico, 10º colocado, com 35 pontos. No 1º turno, em junho, os paranaenses venceram os cariocas por 3 a 0 (foto), na Arena da Baixada, depois que Airton, do Flu, foi expulso aos 32 do 1º tempo.

 

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