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Flamengo pega grupo com times tradicionais, mas que há muito tempo não assustam na Libertadores 2019

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Com Vinícius Júnior (foto) e invicto nos 2 confrontos contra o River Plate, campeão da Libertadores em 2018, o Mengão precisará fazer mais para convencer sua torcida e, principalmente seus adversários, de que o campeão da América em 81 é capaz de repetir o feito em 2019

De olho no vai-e-vem do mercado da bola, os torcedores e clubes brasileiros conheceram na noite desta segunda-feira, 17, os caminhos que enfrentarão em busca do tão sonhado e cobiçado título da Copa Libertadores da América 2019.

Com 6 representantes entrando diretamente na fase de grupos e 2 na chamada pré-Libertadores, o sorteio dos grupos não deve dar vida fácil aos brasileiros – como, aliás, acontece em todos os anos, na maior e mais tradicional competição do futebol sul-americano.

Único carioca na edição 2019 do torneio, o Flamengo, campeão em 81, ficou no Grupo D, ao lado de mais 2 adversários tradicionais, o pentacampeão Peñarol, do Uruguai (60/61/66/82/87), e também campeão LDU, do Equador (2008). Completando a chave, entrará um time boliviano, que pode ser o San Jose ou o Royal Pari.

Curiosamente, o Rubro-Negro da Gávea acabou dando “sorte” no sorteio, já que ao enfrentar equipes do Equador e da Bolívia, poderia fazer uma primeira fase com 2 jogos na altitude, armas já conhecidas dos times desses países.

Porém, exceto pela LDU, que manda seus jogos na temível altitude de Quito (2.850 m), os times bolivianos que disputam a vaga no grupo do Mengão são de cidades “mais baixas” em relação aos 3.640 m da capital, La Paz. Enquanto o San José joga em San José de Chiquito, 509 m acima do nível do mar, o Royal Pari manda seus jogos em Santa Cruz de la Sierra, com 416 m de altitude.

Se a altitude não assusta, tampouco o retrospecto recente dos adversários mais tradicionais, que assim como o próprio Flamengo, vêm tendo resultados entre aquém de sua história quando o assunto são confrontos pelo território sul-americano.

Se o Rubro-Negro tem como melhor resultado continental nos últimos anos o vice da Copa Sul-Americana, em 2017, o “cheirinho” do Peñarol é ainda pior. Os uruguaios assustaram pela última vez com o vice da Libertadores de 2011, mesmo ano, aliás, em que a LDU chegou à sua última decisão continental, perdendo a Sul-Americana na ocasião.

Depois de seguidas eliminações na primeira fase, o Mais Querido do Brasil volta à Libertadores em 2019 com mudanças que vão desde a presidência até o campo, embora, por enquanto, a principal delas seja a confirmação de que Abel Braga, técnico campeão da Liberta e do Mundo com o Internacional em 2006, comandará a equipe.

Outros grupos – Atual campeão Brasileiro, o Palmeiras (99) ficou no Grupo F, onde vai rever o Junior Barranquilla, da Colômbia, rival que despachou com facilidade na edição deste ano, além do San Lorenzo, da Argentina (2014). A última vaga será decidida entre Melgar, do Peru; Universidad de Chile; Delfín, do Equador; Nacional do Paraguai; e Caracas, da Venezuela.

Já o Internacional (2006 e 2010), que retorna à competição depois de 4 anos de ausência e sua primeira queda para a Série B, em 2016. O Colorado vai encarar nada menos que os atuais campeões do torneio, os argentinos do River Plate (86, 96, 2015, 2018), além do Alianza Lima, do Peru. Fecha o Grupo A quem passar da chave que tem São Paulo (92, 93 e 2005), Talleres, da Argentina; Palestino, do Chile; e Independiente Medellín, da Colômbia.

Cabeça de chave do Grupo H, o Grêmio (83, 95 e 2017) terá pela frente o Rosário Central, da Argentina; e o Universidad Católica, do Chile. O quarto integrante da chave sair de um complicado confronto que tem 8 times como possibilidade, entre eles o favorito, Atlético Nacional, da Colômbia (89 e 2016).

Encabeçando o Grupo B, o Cruzeiro (76 e 97) é o único brasileiro ao lado do Athletico Paranaense que conhece todos os seus adversários da primeira fase da Libertadores 2019. Enquanto o time Celeste terá pela frente o Hurucán, da Argentina; o Emelec, do Equador; e o Deportivo Lara, da Venezuela; o Furacão, que mudou de nome e de escudo, vai enfrentar no Grupo G o temido Boca Juniors, da Argentina (77, 78, 2000, 2001, 2003, 2007); os bolivianos do Jorge Wilstermann; e o Deportes Tolima, da Colômbia.

Último brasileiro na competição, o Atlético Mineiro (2013) encara no Danúbio, do Uruguai, já na segunda fase da pré-Libertadores. Caso avance para a fase de grupos, o Galo ficará no Grupo E, ao lado do Nacional do Uruguai (71, 80 e 88), Cerro Porteño, do Paraguai; e Zamora, da Venezuela.

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