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Estatística alarmante liga o sinal de alerta no Flamengo para a sequência da temporada

Sérgio Barcellos

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A medida que a temporada vai se aproximando do fim , um dado alarmante chama a atenção no Flamengo. A última vez que um centroavante do Rubro-Negro balançou as redes foi no último dia 12 de agosto, ou seja, mais de 30 dias. De lá para cá, o jejum só aumentou. Em um momento em que a Copa do Brasil e o Brasileiro vão chegando perto de serem definidos, a seca de gols dos centroavantes pode ter um impacto negativo enorme nas pretensões do clube.

A última vez em que um camisa 9 do Flamengo balançou a rede foi na vitória por 1 a 0 diante do Cruzeiro no Maracanã, quando Henrique Dourado definiu o placar a favor dos donos da casa. De lá para cá, o técnico Maurício Barbieri vem promovendo uma espécie de rodízio na posição, testando Uribe, Dourado, Lincoln e até mesmo Vitinho como referência na área. E esse pode ser um dos fatores para explicar a seca de gols dos centroavantes: a falta de sequência. Sem confiança, atacante não marca gol.

Outro fator que pode explicar a seca de gols dos centroavantes no Flamengo é o estilo de jogo adotado pelo treinador. O time comandado por Barbieri costuma centralizar suas atenções no meio-campo, onde estão jogadores de maior qualidade técnica. Não atoa que desde o dia 12 de agosto, a maioria dos gols saiu dali. Dois de Everton Ribeiro, dois de Diego, um de Paquetá e outro de Vitinho. A exceção é o zagueiro Léo Duarte, que não joga no meio-campo, mas deixou a sua marca. Pouco se cria nas laterais. Cruzamentos são quase nulos. E os jogadores insistem em buscar o meio-campo, o que favorece as retrancas, como a montada pelo Corinthians na última quarta-feira.

Pela estratégia construída por Barbieri, o time peca em acionar pouco o centroavante. Tanto Uribe, quanto Dourado ou Lincoln pouco participam do jogo. Quando se destacou pelo Fluminense, Dourado estava acostumado a receber cruzamentos e bolas rebatidas, onde ele muitas vezes se via de frente para o gol. No Rubro-Negro, em boa parte do tempo ele se vê obrigado a fazer o pivô, jogando de costas para o gol, o que não favorece suas características. Essa forma de jogar já foi compreendida pelos adversários. O que explica, em partes, o declínio da equipe após a Copa do Mundo. E Barbieri demonstra grande dificuldade de se reinventar, buscar novas alternativas. Mais que a perda de liderança do Brasileiro, o Flamengo agora corre o risco de fechar a temporada sem nenhum título e até mesmo sem treinador.

Foto: Gilvan de Souza


 

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