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Defensoria Pública do Rio de Janeiro se reune com familiares das vítimas de incêndio no Flamengo

Sérgio Barcellos

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O incêndio nas instalações do Flamengo segue repercutindo no clube. Nesta quarta-feira (20) oito das famílias vítimas da tragédia estiveram reunidas com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. O encontro teve como principal motivo explicar como foi a negociação dos órgãos públicos com o clbue, que terminou sem acordo.
"Fizemos reunião com as famílias em que prestamos esclarecimentos dos trâmites e o resultado do insucesso das negociações. Nós tratamos de diversas questões. A quem faleceu, buscamos danos morais e também pensão mensal até 45 anos. A intenção do clube era de no máximo 10 anos um salário mínimo (atualmente de R$ 998,00) por mês. Clube concordou com obrigações, mas não chegamos a valores por nenhum acordo", afirmou Danielle Cramer, procuradora do Ministério Público do Trabalho e integrante da Câmara de Conciliação.
Danielle esclareceu também que a discordância está nos valores a serem pagos as famílias. "A proposta oscilou conforme números de familiares envolvidos, na soma ficava em torno de R$ 300 a R$ 400 mil do Flamengo. A proposta da câmara era de R$ 2 milhões e R$ 10 mil mensais até 45 anos. Tratamos de forma diferente as vítimas fatais, hospitalizadas com sequelas, as que por ventura não vão ter mais sequelas, aquelas que sofreram meramente danos morais. Os outros valores eram menores. Não houve discordância em relação aos grupos, mas aos valores", disse.
A procuradora também explicou que o caminho agora é através da Justiça e que os órgãos públicos podem propor ações coletivas. Mas a família que preferir poderá buscar advogados individualmente para o caso.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


 

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