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Escolas municipais de Cabo Frio oferecem novo cardápio

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A ideia é oferecer aos alunos produtos sem gorduras saturadas, sódio, açúcar e frutose artificial

As escolas municipais de Cabo Frio estão com um novo cardápio. A mudança visa oferecer aos alunos refeições mais saudáveis livre de substâncias que contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas. A medida atende a uma determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, regulamentada no último dia 29 de agosto.

De acordo com a Prefeitura, alimentos que contem gorduras saturadas, gorduras trans, sódio, açúcar e frutose artificial estão completamente eliminados do cardápio. Além das refeições e lanches servidos pelas escolas aos alunos, a medida também regulamenta alimentos fornecidos nas cantinas, e ainda aqueles que as crianças costumam levar de casa.

“Importante deixar claro que a regulamentação não impede o funcionamento das cantinas, apenas veta a comercialização de alguns gêneros produtos que contenham substâncias que possam gerar prejuízos à saúde das crianças. Sabemos que é direito de todos o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, e que o ambiente escolar caracteriza-se como um espaço de formação e potencialização de hábitos e práticas saudáveis, por isso, buscando atender ao mesmo objetivo da regulamentação das cantinas escolares, a Secretaria de Educação também regulamentou alimentos consumidos no ambiente escolar em dias letivos não festivos, respeitando todas as normas que regem o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE”, informou o secretário municipal de Educação, professor Alessandro Teixeira.

A orientação é que pais e responsáveis pelos alunos fiquem atentos quanto à suspensão do consumo de alguns itens dentro das escolas da rede municipal como refrigerantes, xaropes de guaraná, alimentos fritos, balas em geral, chocolates, pirulitos, biscoitos doces recheados, biscoitos tipo salgadinhos com excesso de sódio, alimentos que contenham mais de 160mg de sódio em cada 25g do produto ou que contenham mais de 3g de gordura em 100kcal do produto. Esses mesmos alimentos também tiveram a comercialização suspensa nas cantinas em respeito à Lei Estadual n.º 4.508, de 11 de janeiro de 2005, bem como a Resolução n.º 26, de 17 de junho de 2013.

“Em dias festivos, alguns gêneros tidos como restritos nesta última resolução serão liberados após análise e aprovação do nutricionista que acompanha a unidade escolar. O consumo, nessa situação, não é rotineiro e a quantidade é controlada. Portanto, não atribuímos, nesses casos, o consumo ao estado nutricional inadequado dos alunos ou ao aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis”, ressaltou a gerente de Nutrição Escolar da Secretaria Municipal de Educação, Fernanda Tófano.

 

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