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Em Macaé, alunos do Ciep da Aroeira promovem diversas atividades para celebrar o Dia da Consciência Negra

Bertha Muniz

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O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta terça-feira (20), é o momento é de refletir sobre preconceito e desigualdade, em um país onde a população negra é maioria. Em Macaé, alunos do terceiro ano do Ensino Médio do CIEP 393 Prefeito Carlos Emir Mussi, na Aroeira, orientados pelo professor Ricardo Valadão, estão promovendo diversas reflexões, valorização e resgate da cultura afro-brasileira para celebrar o dia da Consciência Negra.

As diversas atividades de comemoração e conscientização são norteadas por pesquisas e práticas culturais, onde os alunos buscam conhecer as histórias, as religiões, os rituais, as tradições e os costumes que colaboram para formação da identidade brasileira.

Um dos objetivos da escola é atender à Lei 11.645, que determina o estudo das histórias e das culturas afro e indígenas, tornando a unidade de ensino uma referência em conhecimento e valorização das comidas típicas, da estética, das músicas, das danças e demais bens simbólicos e materiais que herdamos historicamente.

Segundo o professor de Filosofia, Ricardo Valadão, o momento é de alegria, socialização, mas acima de tudo de romper preconceitos e o racismo. “A proposta da Filosofia com esse projeto da Consciência Negra é promover reflexões, mas também trazer a tona o conhecimento da história, de resistência, de luta e de valorização da cultura afro-brasileira, disseminando o respeito a diversidade, combatendo essencialmente todas as formas de discriminação e principalmente o racismo, ainda tão presente no nosso cotidiano”,  analisou Valadão.

O projeto, criado pela aluna Clara Lis, pretende promover a reflexão sobre o saber crítico da nossa história  como forma de possibilitar uma sociedade mais inclusiva e ética, incrementando o bem estar coletivo para nossa diversidade étnica. “Infelizmente existem muitas distinções entre os seres humanos, uma delas é a cor da pele. Isso não deveria ser uma vertente para a humanidade já que somos todos humanos. Meu cabelo crespo, o meu nariz ser achatado, ou simplesmente a cor da minha pele não devem ser sinônimos de exclusão ou discriminação, mas sim de diversidade. Com esse trabalho de filosofia a gente pode ajudar nessa ideia de conscientizar e lutar por direitos”, destacou Cristiano, aluno da turma 3001.

Créditos das fotos:  Daniel Lemos e alunos da turma 3001.


 

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