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Vídeo: Sediada em Cabo Frio, Alphabets encerra atividades e investidores fazem ameaças: “as mães de vocês que vão chorar”

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A empresa de apostas esportivas Alphabets Investimentos, sediada em Cabo Frio, anunciou o encerramento das atividades na noite desta quarta-feira (8). A informação foi divulgada pelo líder da empresa, Rogério Cruz, nas redes sociais.

A empresa, suspeita de funcionar como pirâmide financeira, já vinha apresentando problemas, sobretudo, em relação ao atraso de pagamentos. À época, os consultores negaram as informações e disseram que iriam contornar o problema. Eis que, menos de uma semana depois, não foi o que aconteceu.

A Alphabets tinha um número elevado de clientes na Região dos Lagos e se dizia fornecedora de “um software gratuito de alta performance objetivando lucros e renda no mercado de apostas esportivas”.

Entre os motivos alegados por Rogério para o fechamento da empresa na nota oficial publicada no Instagram, estão “a total inviabilidade de migração para um novo sistema e percalços, como duplicidade de pagamentos, invasão do nosso sistema, envio de comprovantes falsos, dentre outros”.

O empresário sustenta que a Alphabets criou “um plano de pagamentos com bases sólidas, iniciado do zero e 100% enquadrado nas leis brasileiras” e agradeceu aos clientes “pela confiança, pelo trabalho e pelo tempo que passamos juntos”.

Rogério pediu ainda um prazo de 30 dias para o “início e implementação do plano de pagamentos adotado” e pediu desculpas pelos transtornos causados. “Nos comprometemos a honrar com a devolução integral de todos os valores recebidos”, afirma a nota.

Clima de apreensão e ameaças de morte

No grupo mantido pela empresa no Telegram, com mais de 1,7 mil membros, a informação do fechamento da Alphabets caiu como uma bomba ainda durante a noite de quarta. Entre os depoimentos, uma mulher disse ter investido R$ 10 mil no mês 08. “Foi o dinheiro que juntei minha vida toda. Sou enfermeira e lembro cada plantão 24h que dei me matando para juntar essa grana. Não recebi nem a primeira parcela ainda”, lamentou.

Prints e materiais recebidos por nossa equipe de reportagem mostram ameaças ao líder da Aplhabets com mensagens do nível “Rogério Cruz vai morrer” e, em um vídeo, um investidor dispara: “ou a galera ajuda a gente a encontrar esse filho da p***, ou cada um paga a consequência”.

“Não posso fazer nada. Se eu não receber meu dinheiro, as mães de vocês que vão chorar”, disseram o homem nas imagens, que mostram uma caneca do BOPE. Uma mensagem atribuída a empresa pediu que todos os investidores tirassem print da quantidade de licenças ativadas “antes que possa acontecer do site cair”.

Promessa de lucros astronômicos

Além de quase 18 mil seguidores no Instagram de Rogério, diversos perfis ligados à Alphabets foram criados na rede social. Em alguns deles, é feita até promessa de rendimentos de 30% ao mês. No site, a proposta era ainda maior.

“Em apenas poucos cliques você já adquire nosso robô exclusivo, e todo lucro gerado a empresa cobra uma taxa de performance de 30% do lucro, exemplo: se você obtiver R$: 1.000,00 de lucro no mês a empresa fica com R$300,00 e você com R$ 700,00, nossos robôs obtém uma média de 1.2% a 3.2% ao dia e você acompanha todas as apostas diariamente 6 dias por semana”, dizia o informativo.

Investing Lagos também fechou

No mesmo dia que a Alphabets, a empresa Investing Lagos também anunciou o encerramento das atividades. Em nota, a empresa justificou que “diante da inadimplência ocasionada pelos nossos traders contratados, de forma extraordinária e visando manter suas obrigações em dia, teremos que encerrar nossas atividades e rescindir de forma antecipada todos os contratos”.

A Investing afirma que o setor jurídico já ingressou com notícia crime “comunicando a ausência de restituição dos valores dos investidores aportados na conta dos traders“.

“Diante dos fatos narrados e do compromisso assumido, esta empresa vem realizando os devidos esforços para que o capital de todos os investidores comece a ser devolvido já a partir do próximo mês de outubro de forma gradativa”, se comprometeu a empresa.

Na mira da polícia

Desde o assassinato do empresário e investidor Wesley Pessano, de 19 anos, em São Pedro da Aldeia, no começo do mês passado, a polícia tem mirado empresas de investimentos na Região dos Lagos.

A Polícia Civil investiga, pelo menos, 30 empresas com sede em Cabo Frio suspeitas de montarem esquemas de pirâmide financeira com a promessa de pagamentos de altos lucros a quem aplica no negócio.

“Eu tenho várias empresas sob investigação. Todas, a princípio, são de Cabo Frio. À medida que formos avançando, é que vamos saber se de fato elas são ou não da cidade. Alguns inquéritos estão avançados. Em outros, estamos verificando mais informações”, disse o delegado Carlos Eduardo Pereira Almeida, titular da 126ª DP.

No último dia 25, a Polícia Federal prendeu Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, CEO da GAS Consultoria Bitcoin, suspeito de montar um esquema financeiro fraudulento bilionário a partir de Cabo Frio. O empresário prometia aos investidores lucro mensal de 10% por meio de criptomoedas e, ao final de 36 meses, devolver o valor inicialmente aplicado.

A empresa movimentou, segundo relatório do Coaf, R$38 bilhões em seis anos. Quanto a Glaidson, diversas manifestações têm sido realizadas pedindo a liberdade dele. A última carreata, na terça (7), parou Cabo Frio.

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