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SindipetroNF teme demissões com o descomissionamento na Bacia de Campos

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Seria um total de seis mil novos desempregados na região, estimam os petroleiros

Tânia Garabini

O descomissionamento de seis plataformas na Bacia de Campos, anunciadas pela Petrobras dentro de seu Plano Estratégico de Negócios, como venda de passivos representará a demissão de mais de 1.500 profissionais – entre petroleiros e terceirizados – no próximo ano. Segundo Teseu Freitas Bezerra, coordenador geral da diretoria do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF) além do descomissionamento, a  Petrobras fretará duas plataformas, sendo a primeira Búzios 5, somente no ano de 2021.

Temeroso, o coordenador petroleiro contabiliza que esse movimento da empresa representará uma impactação negativa de trabalho em aproximadamente seis mil pessoas, que vivem e movimentam a economia somente na Bacia de Campos. Diante desse quadro e da redução de investimentos por parte da petroleira brasileira, o SindipetroNF pretende realizar uma campanha junto aos prefeitos da região e a Ompetro para a Petrobras volte a reinvestir maciçamente na região, trazendo recursos e empregos, através da revitalização da bacia de Campos.

Outra preocupação é para as consequências da redução de investimentos nas unidades industriais. As paradas de manutenção, por exemplo, estão sendo feitas com menos dias de duração do que o necessário e cortes acentuados de custos, que potencializam os riscos de acidentes graves. A redução drástica de efetivos desmantelou as equipes de SMS que atuavam nas fiscalizações de contratos, impactando as inspeções de segurança em diversas unidades. Os efetivos de técnicos de segurança, que já eram enxutos, foram reduzidos à metade em várias regiões.

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