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Royalties do petróleo podem chegar ao recorde de R$ 52 bilhões em 2018

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Macaé ainda apresenta o melhor salário médio em relação à boa parte do país

 

 

 

 

A perspectiva para 2019 é que haja um aumento em mais de 10% no volume de óleo produzido e em 2018, as empresas petrolíferas que operam no país recolheram R$ 50,2 bilhões em royalties e participações especiais - espécie de imposto de renda cobrado de campos com grande produção de petróleo e gás. Isso representa R$ 3 bilhões a mais do que o recorde – obtido em 2014 – de R$ 47,3 bilhões. Com o crescimento da produção nos campos do pré-sal. Os recursos, antes concentrados no litoral Norte do Rio de Janeiro, agora estão migrando para o Sul do Estado. Mesmo assim, Macaé apresenta o melhor índice em relação a média salarial do país.

Apesar da crise, e de Macaé (RJ) ter perdido, entre 2015 e 2018, 31.443 empregos com carteira assinada, o município continua sendo o que tem o maior salário médio formal entre todas as 198 cidades com mais de 100 mil habitantes das regiões Sul e Sudeste do país. Além disso, é a quarta com a maior oferta de empregos com carteira assinada em relação à sua população.

O salário de um servente de obras em Macaé é e aproximadamente R$ 1.200,00, enquanto o motorista de veículo de passeio recebe R$ 1.700,00. Já o maior salário entre os trabalhadores offshore, com carteira assinada e exercendo a função “braçal” é de Operador de Transferência e Estocagem - na Refinação do Petróleo com um pagamento mensal de R$ 3.134,00.  Ainda em Macaé, de janeiro a novembro de 2018 na área offshore foram homologadas 284 demissões, um volume menor do que no auge da crise, quando grandes empresas de uma só tacada mandou mais de dois mil funcionários embora.

 

Royalties altos

Com a exploração e preço do barril em elevação, a estimativa é que a arrecadação com royalties e participações especiais deve subir a R$ 57,2 bilhões no ano. Atualmente os principais arrecadores são Macaé e Niterói com R$ 913,3 milhões e R$ 805,6 milhões acumulados em 2018. Macaé está em segundo lugar na arrecadação. O governador do Rio, Wilson Witzel, pediu apoio do governo Jair Bolsonaro para derrubar definitivamente a legislação que divide os royalties com todos os municípios limítrofes as bacias. "O Rio não pode prescindir dos royalties do petróleo para garantir os serviços públicos", afirmou. "Dividir os royalties não vai resolver os problemas dos outros estados, mas certamente vai deixar o Rio em estado de calamidade", completou o governador.

Tânia Garabini


 

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