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Empresários de Macaé continuam apostando no empreendedorismo para driblar a crise

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Recentemente, empresários inauguraram no município, microfranquia de passar roupas.

Daniela Bairros

Economistas têm apontado o início da recuperação econômica do Brasil. E desde o começo da crise que assola o país, em que o desemprego bateu recorde,  criar o próprio negócio ou atuar numa franquia, tem saído a alternativa para muitos empresários. Em Macaé, muitos continuam apostando no empreendedorismo para ‘driblar’ a crise. Recentemente, empresários inauguraram no município, uma microfranquia de passar roupas, a Mania de Passar.

Segundo Cláudio Augusto, sócio-fundador da rede, a empresa está se tornando conhecida e consolidada no mercado, mas ainda não tinha uma unidade para atender o público desta região. “Vimos que Macaé tem alto potencial de mercado e, desde o início, se mostrou muito receptiva. Então nosso interesse foi ao encontro com o desejo do franqueado que nos procurou enquanto havia essa lacuna na cidade”, explicou.

Quando se fala em abrir o próprio negócio, é importante pensar na oportunidade, é o que explica  Eduardo Koji, também sócio-fundador da rede Mania de Passar. “A oportunidade de negócio geralmente é uma necessidade que não é atendida ou que não é atendida de forma satisfatória. Então, as opções são criar um negócio novo ou melhorar  um negócio que já existe. E partir daí, é importante fazer testes, validação do mercado, do negócio”. Ainda segundo Koji, há alguns modelos de negócios que podem ajudar na hora da criação, como o modelo Canvas (como estruturar um modelo de negócios), que segundo o empresário, é um modelo mais simples de validação de negócios. “Há também o plano de negócios. Neste, tem que validar os clientes, saber quem são os concorrentes, quem já existe, o que fazem de bom, o que pode ser feito de melhor. Tem que buscar os fornecedores, saber quem vai prestar o serviço para você. Ai começa a formatação do produto e serviço. Nas finanças, é importante saber os custos do produto, do serviço que será prestado. Começa a correr um risco calculado ao abrir o negócio. Com o risco calculado, o empreendedor fica mais confiante para iniciar o negócio”, ressaltou. Investir dinheiro para criar o próprio negócio, segundo Koji, é necessário, mas, além disso, é preciso também conhecer os gastos. “O empreendedor precisa estar preparado para percorrer todo este caminho. E podem ser auxiliados pelo Sebrae, Incubadoras de Empresas, e encontrar várias formas para se preparar para ter o próprio negócio. Tem que ser persistente, autoconfiante, ter foco, comprometimento, mas a preparação técnica também é muito importante. São três os pilares: gestão, técnica e empreendedorismo”.

Trabalhar por conta própria

Muitas pessoas, principalmente as que estão empregadas formalmente e com carteira assinada, sonham em trabalhar por conta própria. E o empreendedorismo pode ser uma  alternativa de deixar o emprego formal e ter o próprio negócio. É o caso do escritor e professor Eddie Paiva, de 29 anos,  e do técnico de enfermagem offshore, Arny Silveira, também 29.  Mesmo atuando no mercado de trabalho formal, ambos são empreendedores e fazem parte da rede. Para Paiva, não somente a crise econômica, mas também a oportunidade de se ter a própria empresa, motiva a  criação de negócios em geral. “A decisão de trazer a microfranquia para Macaé é porque nos serviços domésticos, muitas pessoas não conseguem dar conta. E passar roupa é umas das atividades em que muitos hoje não têm tempo, não sabem e até mesmo não gostam de fazer. Então, nós vimos, neste ramo, uma grande possibilidade de atendimento, já que as pessoas estão enxugando o excesso de atividades. E ter um serviço delivery é um diferencial. A pessoa não precisa sair de casa. Nós vamos até a casa dela, pegamos a roupa, passamos e entregamos. E tudo por um preço acessível. E em Macaé sabemos que há um grande número de pessoas que trabalham em empresas e que exigem padrões de esporte-fino e precisam estar bem apresentáveis”, explicou.

Ainda de acordo com Paiva, o empreendedorismo ajuda o empreendedor a ‘enxergar’ propostas inovadoras na cidade. “Em Macaé, esse serviço ainda não existia. E por isso resolvemos investir na microfranquia”, concluiu.

 

Crédito: Divulgação


 

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