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Cidades do petróleo têm queda de PIB segundo estudo publicado pelo IBGE

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Mesmo com a crise no setor, Macaé apresentou a menor queda entre as cidades produtoras, com 201,1 mil reais. 

Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um ranking das 100 cidades brasileiras com maior Produto Interno Brasil (PIB) do país, tendo 2015 como ano base para o estudo.

Os dados mostram os efeitos do segundo ano da crise internacional do petróleo, que fez despencar os valores de royalties pagos aos municípios produtores em todo país, dentre os quais, a maioria se encontra no Estado do Rio de Janeiro.

Com isso, cidades como Campos dos Goytacazes e Macaé, que ocupavam, respectivamente, 9º e 36º lugares no ranking de 2014, ano em que estourou a crise, perderam posições no novo ranking nacional, caindo para 20º e 38º lugares em 2015.

Em Campos, o então governo Rosinha Garotinho (PR) sofreu uma queda vertiginosa no PIB do município, caindo de R$ 58.011.293,00 para R$ 34.216.752,00, uma perda de mais de 23,79 milhões de reais, o que explica a derrocada da cidade no ranking.

Já em Macaé, apesar da perda de duas posições em relação ao ano base anterior, a cidade foi uma das que menos perdeu PIB no estado, graças às políticas econômicas adotadas pela gestão do Prefeito Dr. Aluízio (PMDB), saindo de R$ 21.051.064,00 em 2014 para R$ 20.849.841,00 em 2015, resultando em uma perda de pouco mais de 201,1 mil reais.

Apesar de ter mantido a 2ª posição nacional, a capital fluminense também sofreu com os impactos da crise do petróleo, perdendo quase 21 milhões de reais de PIB, de 2014 para 2015. Mas outras cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, não tiveram a mesma “sorte”, enfrentando quedas mais severas, que se refletiram na falta de investimentos em serviços básicos para a população, como saúde e educação.

Foi o que se viu em 2015 em municípios como Cabo Frio e Rio das Ostras, que ocupavam, respectivamente, a 46ª e a 58ª posição, e em 2015, aparecem na 82ª e 99ª posição nacional. Na época sob a catastrófica gestão do ex-prefeito Alair Corrêa (PP), Cabo Frio perdeu quase 7 milhões de reais no PIB, enquanto Rio das Ostras, que era governada por Alcebíades Sabino (PSDB), registrou perda de quase 6 milhões de 2014 para 2015.

O impacto é ainda mais visível no ranking das 100 cidades brasileiras com maior valor adicionado bruto da Indústria. Desde 2014, Cabo Frio e Rio das Ostras tiveram retração na indústria, caindo, respectivamente, da 11ª e 14ª posição em todo país, para a 41ª e 46ª posição em 2015, ano em que Macaé também perdeu posições, de 19º para 24º lugar, mas conseguiu minimizar a redução dos valores.

Enquanto Cabo Frio e Rio das Ostras tiveram queda de aproximadamente 6 e 4 milhões de reais, respectivamente, Macaé perder pouco mais de 1 milhão de reais no segundo ano da grave crise enfrentada pela indústria do petróleo.

Além da capital e das cidades da região, as demais cidades do Estado do Rio que aparecem no ranking das 100 maiores cidades brasileiras em relação ao PIB de 2015 são Duque de Caxias (19ª), Niterói (29ª), São Gonçalo (49ª), Nova Iguaçu (51ª), Petrópolis (78ª), Volta Redonda (86ª) e Maricá (93ª).

No ranking estadual do PIB em 2015, o Rio de Janeiro segue em 1º lugar, seguido por Duque de Caxias (2º), Campos (3º), Niterói (4º), Macaé (5º), São Gonçado (6º), Nova Iguaçu (7º), Petrópolis (8º), Cabo Frio (9º), Volta Redonda (10º), Maricá (11º) e Rio das Ostras (12º).

Tunan Teixeira

Foto: Reprodução

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