Mídias Sociais

Economia

Cartão de crédito não é Papai Noel

Publicado

em

 

Uso correto evita que as festas se tornem um terror de fim de ano. 

Tânia Garabini

O tão sonhado 13° salário é motivo de alegria para qualquer trabalhador. Um dinheiro extra, que normalmente é gasto com as festas de fim de ano. O trabalhador acaba usando o cartão de crédito e com isso, entra o novo ano dependurado em dívida. Economistas e os “sovinas” de plantão lembram que, devemos evitar gastos desnecessários.

Maria de Fátima de Souza é aposentada e já entrou na roda viva dos empréstimos. Para pagar um empréstimo feito acaba renegociando ou “pegando” um novo valor para cobrir o anterior. Com isso, seu cartão de crédito entra na ciranda econômica. “Eu acabo usando no final de ano para comprar os presentes para meus dois netos e também para fazer a festa. Mas a cada ano, eu venho diminuindo os gastos e mesmo assim permaneço no vermelho” relembra. E mesmo assim não pensa em evitar os gastos desnecessários.

Para Paulo Ramos, comerciário, seu 13º salário e o cartão são um complemento para as compras de final de ano. “O apelo comercial é muito forte. Meu filho vê um brinquedo e pede; a mulher fala das compras que precisamos fazer para casa. O jeito é usar o cartão de crédito, já que 13° eu uso para pagar algumas contas”, detalha. Na visão dos economistas, Paulo não está errado, mas deveria se esforçar mais e usar todo o 13º salário para pagar as dívidas.

Com a virada do ano todos querem mimar os filhos com as maiores novidades do mercado e tomar aquela cervejinha na festa do colega, confraternizar com a galera do trabalho, fazer amigos secretos, a ceia natalina, presentes para os familiares e viajar para curtir o réveillon. Há, porém, a necessidade de tomar muito cuidado. É preciso lembrar que comemorações no final do ano são sempre sucedidas por ocasiões menos festivas, como o pagamento do IPVA, IPTU, matrícula escolar e muitos outros compromissos além de luz, água e aluguél.

Não há nada pior do que já começar o ano endividado. E o cartão de crédito, logo ele que por tantas vezes é um forte aliado, pode se virar contra nós. Pequenas e suaves parcelas rapidamente se tornam uma grande, incontrolável dívida. Então, a palavra-chave é a cautela. Mantenha suas responsabilidades financeiras em mente. Se necessário, coloque-as na ponta do lápis. Lembre-se que R$ 200,00 gastos agora podem significar uma quantia que fará falta em 2019. Mais que isso: pense que uma dívida acumulada no início do ano tende apenas a crescer e criar proporções catastróficas ao longo dos 12 meses. Então, o foco do planejamento deve ser passar o ano zerado em termos de dívidas.

Que fazer com o 13º salário

Esse dinheiro a mais deve ser usado para quitar quaisquer dívidas pendentes. Depois, se certifique que você consegue cumprir com os gastos descritos: IPVA, IPTU, etc. Tente, se possível, guardar algo extra, por menor que seja, para dias mais complicados de 2019. E, só então, comece a usufruir dele para viagens, presentes e comemorações. Evite, porém, longas parcelas. Afinal não vale a pena pagar o divertimento de dezembro até outubro do ano que vem.É importante, então, lembrar que a passagem do 31 de dezembro para o 1º do janeiro é apenas mais um dia. O sentimento de renovação é prazeroso, mas permanece dentro de você. Suas dívidas e responsabilidades financeiras não desaparecem junto com os fogos e nem te deixam de lado para pular ondinhas. Comemore o fim de 2018, suas conquistas e realizações, sim, mas lembrando sempre que 2019 trará outros 365 dias.

Crédito: Divulgação

 


 

Mais lidas do mês