Aposentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber a primeira parcela do 13º salário na última quinta-feira (25), indo até o início de setembro. Já a segunda parcela do benefício será paga em novembro.
Mais de 28 milhões de segurados da Previdência Social receberão o adiantamento do 13º. A parcela está sendo depositada junto com o pagamento dos benefícios da folha mensal.
Tem direito ao 13º quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou salário-maternidade.
Já para quem recebe auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do 13º vai ser proporcional ao período recebido.
Mas em meio à recessão econômica, especialistas em finanças pessoais recomendam usar o dinheiro com cautela, levando em consideração a situação financeira do idoso atual e no futuro.
De acordo com especialistas da DSOP Educação Financeira (organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo), a principal orientação é evitar utilizar toda a renda extra para pagar dívidas. Os compromissos financeiros precisam ser honrados mês a mês, conforme planejamento inicial. A expectativa em usar o 13º para pagar dívidas é um sinal de alerta, que indica que a soma dos compromissos financeiros está alta e que há risco de entrar na inadimplência.
As pessoas que estão inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso, não precisam se apressar em usar o 13º para quitá-las. O primeiro passo é elaborar uma estratégia para sair dessa situação, identificando todos os compromissos financeiros. É importante considerar as principais dívidas, as de necessidade primária, como de energia, água, gás, moradia, além das que incidem mais juros, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
Considerando as dívidas a serem pagas primeiro, algumas orientações são importantes para negociá-las com o credor, segundo os consultores de finanças pessoais. Além da primeira parcela do 13º, poupe uma quantia mensalmente para ter sucesso na negociação. Se for parcelar o pagamento da dívida negociada, tenha certeza de que as parcelas caberão no orçamento mensal.
De acordo com o economista Eduardo Franklin, que atua em municípios da região dos Lagos e Macaé, é importante fazer um diagnóstico financeiro para saber exatamente o quanto se ganha e onde o dinheiro está sendo gasto.
“Anote durante todo o mês tudo aquilo que consome, incluindo despesas pequenas e supérfluas para conhecer seu perfil financeiro e saberem quais pontos pode melhorar para levar uma vida mais tranquila. Elimine gastos desnecessários e supérfluos e prefira pagar à vista para conseguir descontos e direcionar os valores economizados para uma poupança, por exemplo”, afirmou.
Esio Bellido
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