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Prefeitura de Macaé afasta médica após denúncia de negligência no atendimento à gestante no HPM

Bertha Muniz

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Afastamento vale até que se conclua a sindicância que apura o caso de uma mulher que deu a luz ao filho em uma calçada, após ter sido dispensada pela médica.

O prefeito de Macaé, Dr Aluizio, emitiu um documento, nesta quinta-feira (28), informando que uma médica, servidora municipal foi afastada das suas funções no Hospital Público Municipal (HPM), até que se conclua a sindicância que apura o caso de uma mulher de 28 anos, que deu a luz ao filho em uma calçada, depois de ter sido dispensada pela profissional do atendimento na unidade de saúde em questão.

O caso ocorreu nesta terça-feira (26). A mãe relatou que a médica de plantão a mandou de volta para casa mesmo estando com três centímetros de dilatação e em trabalho de parto. Com a negativa do atendimento, Thais dos Santos Santana, acabou dando a luz no portão de sua residência, no bairro Parque Aeroporto.

Duas amigas da gestante ajudaram no parto. Logo em seguida, uma ambulância com médicos e enfermeiros do Pronto Socorro do Parque Aeroporto chegou ao local e terminaram o atendimento. Apenas após o nascimento da criança os dois foram levados para o HPM.

Um dia após o ocorrido, o prefeito, Dr Aluizio, abriu uma sindicância para investigar a conduta da médica que estava no plantão e para apurar os fatos que envolvem o atendimento da gestante. Segundo o município, a investigação do caso será realizada pela Procuradoria Geral. O ofício que determinou o afastamento e investigação da conduta da médica, que não teve o nome revelado, afirma ainda que o egresso deverá ocorrer imediatamente.

“Através da Portaria 1.975/2019, em 28 de novembro de 2019, por determinação do Exmo. Sr. Prefeito, requerer que seja afastado de suas funções o médico, servidor municipal, investigado na sindicância citada acima. Ressalto que o afastamento deverá ocorrer imediatamente e aguardar o Relatório Conclusivo e a emissão de cópias ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro - MPRJ e Conselho Regional de Medicina - RJ para assim se tomar as medidas necessárias. Certo da compreensão, renovo votos de elevada estima e distinta consideração”, diz um trecho do documento.

 

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