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LIRAa aponta redução no índice de infestação do Aedes Aegypti em Macaé

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Levantamento do órgão, o Índice de Infestação Predial (IIP) da cidade de 0,6% considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. Em maio, o IIP foi de 0,8%.

Daniela Bairros

O LIRAa (Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegyti), divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macaé, por meio do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) apontou redução no índice de infestação do Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chicungunha e febre amarela, pela terceira na vez na cidade.

O resultado da amostragem apresentou um Índice de Infestação Predial (IIP0 da cidade 0,6%, considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. Em maio, o IIP foi de 0.8%.

Dos 114.489 imóveis visitados rotineiramente por ciclo no município, o LIRAa colheu amostras em 5.168. Na área urbana, 11 foram positivas para Aedes aegypti e dois para Aedes Albopictus (também transmissor da dengue). Os imóveis foram distribuídos em 12 estados, abrangendo todas as 47 localidades comportadas nos 44 bairros considerados dentro do perímetro urbano. Já na área rural foram visitados 257 imóveis, onde foi encontrada uma amostra para Aedes Aegypti.

O depósito positivo predominante continua sendo ao nível do solo, como caixa d’água, tambor, tonel,  com frequência percentual de 59,4%. Em segundo lugar aparecem os depósitos móveis (como vasos e frascos com plantas), com 15,6%. Juntos, atingem 75% dos criadouros positivos. "O LIRAa é um método de amostragem que tem por objetivo facilitar a obtenção de informações que contribuam para a avaliação do programa de controle da dengue", explicou o coordenador do CCZ, Flávio Paschoal.

Com base em dados do LIRAa e realizando um trabalho intenso e permanente de combate ao Aedes Aegypti, por meio de ações intersetoriais, mutirões, palestras e iniciativas como a campanha "Macaé contra o Aedes", a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu reduzir casos notificados de três das quatro doenças transmitidas pelo mosquito. Para efeito de comparação, foi tomado como base o período de primeiro de janeiro a cinco de outubro do ano passado e de 2017.

Em relação à dengue, em 2016 foram 1.170 casos, contra 52 em 2017 e nenhum óbito. Já a chicungunha teve 14 casos no ano passado e nenhum em 2017. Zika vírus apresentou 87 casos em 2016 e seis este ano. Febre amarela não teve caso algum registrado no ano passado, mas contou com 23 registros neste ano, com cinco óbitos.

 

Semana de mobilização - Nesta Semana Nacional de Mobilização (de 23 a 27 de outubro) as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão ligado à secretaria de Saúde prosseguem com inspeção, tratamento e orientação, além de ações educativas, de promoção e prevenção, com a distribuição de materiais informativos.

Os agentes de endemias do CCZ, que agem no controle do vetor, estarão executando mutirões nos bairros Malvinas e Nova Esperança, Lagomar, Aroeira, Visconde de Araújo, Imbetiba, além dos Cemitérios de Imbetiba, Santana, São José do Barreto e Memorial da Igualdade, combatendo também Roedores e o Caramujo Africano. Já as equipes que aplicam larvicida para o manejo integrado do Culex estarão nos canais da Virgem Santa, Horto, Aroeira, Capote, Bairro da Glória e Ajuda.

A integração entre os setores de educação e saúde promoveu, nessa terça-feira (24), uma palestra de combate ao mosquito no Cras de Botafogo, com foco em crianças e adolescentes e uma caminhada no Cras Central pela conscientização nos bairros adjacentes com distribuição de folhetos no Posto de Saúde. Já a equipe de Educação em Saúde participou com palestras de conscientização no Centro de Convivência do Idoso (CCI) e na Escola Municipal Hilda Ramos.

Nesta quinta-feira (26), das 9h às 12h, o ‘Educação em Saúde’ monta um stand de orientações com material informativo sobre o combate ao aedes, no evento Idoso Ativo, que será realizado na Praça Veríssimo de Melo. Nos próximos dias 4 e 5 de novembro, a equipe se desloca para a Feira de Adoção de Cães e Gatos, onde fará uma exposição de material e palestra acerca das zoonoses,  importante ameaça à saúde e ao bem estar da população.

Crédito: Maurício Porão

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