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O colapso econômico de Cabo Frio tem atingido diretamente a saúde de Búzios

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Segundo a Organização Mundial da Saúde o numero ideal  de leitos por cada mil habitantes, deveria se situar na faixa de 3 a 5. No Brasil, o índice médio é de 2,4 por cada mil habitantes.

No caso específico de Armação dos Búzios, considerando-se o ultimo censo do IBGE, Búzios conta com uma população de 30 mil habitantes, o que significaria que deveríamos ter em Búzios 74 leitos à disposição da população.

Segundo informações do setor de saúde da Prefeitura, a cidade dispõe hoje de 64 leitos para atender a demanda da população, apenas um pouco abaixo da media nacional.

Nessa matemática, não se considera a defasagem do censo do IBGE, que sempre puxa para menos o numero de habitantes, penalizando desta forma os repasses da União e do próprio Estado do Rio de Janeiro, uma vez que a gestão da saúde é tripartite.

Em 2015 a estimativa do IBGE apontava para Búzios uma população de 31.067, o que na realidade não fecha se compararmos o numero de eleitores inscritos na cidade que, segundo dados de 2014, chegam a um total de 23 mil eleitores.

Se considerarmos a média de 3 habitantes por residência, teríamos hoje tranquilamente uma faixa de 60 mil habitantes a utilizar-se dos serviços de saúde.

Como o atendimento a saúde é feita de forma compartilhada, também a falta de recursos e a crise sistemática do Sistema Nacional de Saúde, reflete diretamente nos Estados e Municípios.

 Hospital Rodolfo Perissé

Hospital Rodolfo Perissé

Municípios da Região sobrecarregam os sistema de saúde de Búzios

Vivemos hoje na cidade uma sobrecarga no atendimento do Hospital Rodolfo Perissé, como reflexo imediato da crise financeira por que passa não só pelo Município de Cabo Frio, mas também de Municípios vizinhos, como São Pedro da Aldeia, que se utilizavam por tabela da rede de saúde de toda a região dos lagos.

Segundo um funcionário do Rodolfo Perissé, a situação esta desesperadora, principalmente na emergência, onde a maior parte dos atendimentos é de Jardim Esperança, Jardim Peró, Guriri e Tamoios. Ainda, segundo este funcionário, vários moradores da cidade acabam desistindo do atendimento, irritados com a superlotação e demora.

Muito embora a prefeitura de Búzios tenha tomado medidas judiciais para frear esta demanda excessiva no atendimento, nada foi resolvido até agora.

Com o Estado do Rio de Janeiro de caixa baixa, onde inúmeros hospitais já estão sob a administração do Município do Rio de Janeiro, tão cedo o Estado não poderá socorrer os Municípios da Região dos Lagos, ficando os hospitais da Região à mercê de recursos próprios.  A crise no País e no Estado prejudica todos os municípios, visto que é deles que vem a maior parte dos repasses para a Saúde. Só em Búzios é mais de 60% de repasses do governo federal e estadual.

 

Hamber Carvalho

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