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Teatro Municipal de Macaé apresenta espetáculos teatrais do Coletivo Flores nesta quinta e sexta-feira, dias 29 e 30

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

O Teatro Municipal de Macaé apresenta na próxima quinta e sexta-feira, dias 29 e 30, espetáculos teatrais do grupo profissional de dança Coletivo Flores, que nasceu das ações realizadas pelo CIEMH2 Núcleo Cultural, que há anos realiza na cidade, eventos importantes com participação de grandes grupos artísticos profissionais e que foram formados no núcleo e que atualmente é conhecida em todo o país e em países da Europa e América Latina.
A apresentação dos espetáculos no Teatro Municipal de Macaé é para comemorar, neste mês, 14 anos de fundação do CIEMH2 Núcleo Cultural, bem como a criação do principal grupo profissional de dança: Coletivo Flores.
Nesta quinta e sexta-feira, dias 29 e 30, o Coletivo Flores apresentará os espetáculos "O Último Bicho de Pelúcia" e "Penha": um ensaio sobre violência doméstica. Ambos espetáculos foram aplaudidos e premiados em editais e festivais.
Serão seis sessões, às 10h, 15h e 19h. Os ingressos estão custando R$ 10 (meia) para menores de 21 anos, alunos, professores, idosos, portadores de necessidades especiais, servidores públicos, Guarda Municipal e integrantes da Patrulha "Maria da Penha" e R$ 20 (inteira).
O espetáculo "O último bicho de pelúcia" conta sobre adultos que precisam romper com medos e lembranças amargas que confundem as memórias de uma infância atropelada por abusos. Para alguns até parece que nada aconteceu, o trauma provoca certa confusão entre realidade e fantasia. Para outros o dia a dia provoca alarmes de sensações que não conseguem ficar no passado. Muitos, alguns, eles, ela, eu, você ninguém está muito distante da violência por qual passam muitas crianças. Entre poesia e realidade de histórias pesquisadas, colocamos na arte um papel fundamental de discussão sobre o tema a fim de provocar e ser provocado na busca de um viver mais gentil.
"Penha: um ensaio sobre violência doméstica" é um espetáculo de dança inspirado na Lei Maria da Penha, que apresenta coreograficamente a violência doméstica, na medida em que as relações de vida se revelam pelos intérpretes. “De repente o mundo está todo parado para ela. Só para ela. Ao seu redor tudo move, tudo gira, anda, muitas danças acontecem, ela observa, mas já não acompanha o ritmo, sua trilha sonora é feita por descompassos, silêncio. Ele passa por ela, ela deseja que ele siga... em frente. E tudo continua, ela parte de uma obra inacabada, ele um “artista agressor”.
Nesta curta temporada no Teatro Municipal de Macaé, o Coletivo Flores tem o apoio de FP Áudio, CFE, EFM, Juvêncio Produções, 95 Fm e Banana Comunica.
Sobre o Coletivo Flores
O Coletivo Flores, companhia profissional de Dança, nasceu em 2009, resultante do intercâmbio França/Brasil e utiliza da licença poética de escrever roteiros para suas obras coreográficas como quem faz cinema, propondo um passeio por questões sociais que permitem ampliar a cena artística para uma discussão social além das fronteiras do fazer arte. A partir de uma linguagem corporal e experimental, orientada pela Dança-Teatro com diferentes estéticas de movimentos, o grupo, dirigido pela diretora artística Taís Vieira, desenvolve suas obras a partir de influências do cinema, capoeira, livros e linhas estéticas como ballet e danças urbanas. Criando assim, uma estrutura através de narrativas alicerçadas por algum tema.
​“Contos Coreográficos” é um projeto idealizado para apresentar diferentes temas em forma de coreografias. É uma provocação facilmente reconhecida nas obras da coreógrafa Taís Vieira. Sua marca antes relacionada como expressiva e forte por abordar temas violentos, exige hoje cada vez mais um olhar criativo e literário para um corpo investigativo, muitas vezes observado como um “corpo diário”.
Neste caso, pessoas que tem marcas expressivas impressas em seu viver dividem com outros, temas fortes construídos pela licença poética de fazer uma obra coreográfica provocante e reflexiva.
Essa licença poética de fazer dança como quem faz cinema permite ao Coletivo Flores propor um passeio coreográfico em forma de conto para abordar um tema.
Sendo um modelo de boas práticas para adolescentes e jovens que desejem ingressar na carreira artística, destacam-se as participações do Flores nos seguintes eventos:
CIEMH2 Núcleo Cultural
O CIEMH2 Núcleo Cultural, é uma associação sociocultural de utilidade pública, sem fins lucrativos, fundada em 2005 e sediada em Macaé. Também reconhecida como Ponto de Cultura, foi criada com o objetivo de abrir espaço e facilitar a participação efetiva de crianças, adolescentes, jovens e adultos nas questões sociais da comunidade e do mundo. Concretizando-se por meio de ações socioculturais que possibilitam a construção de novos saberes, a troca de aprendizados, de informações, desenvolvendo habilidades, a busca de um trabalho, a realização profissional e/ou pessoal. O núcleo oferece oficinas culturais gratuitas na área de dança, teatro, canto, graffiti, artes plásticas, audiovisual, fotografia, DJ, iluminação, sonorização e produção cultural, formação de artistas e grupos profissionais, qualificação para o mundo do trabalho e geração de renda, fomento à gestão e produção cultural, residência e intercâmbio com artistas e grupos nacionais e internacionais e pesquisa em dança, cultura Hip Hop, Funk e outros temas.

Fotos: Juan Porto e Dilma Negreiros

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