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Setor cultural de Macaé e Rio das Ostras buscam alternativas para driblar crise devido à Covid-19

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Da redação

O cantor sertanejo Bira Bello, com média de 15 shows antes da pandemia, desde março não realiza nenhuma apresentação. Com mais de 60 mil seguidores, a alternativa encontrada pelo músico foi usar as redes sociais para fazer publicidade. Bira Bello também promoveu uma live que bateu mais de 40 mil views ao vivo para divulgar o trabalho durante o período.

O mundo vive a maior crise do século com a pandemia do novo coronavírus. Isolamento social, cidades fechadas e crise na economia. A ansiedade e a incerteza são maiores para aqueles que não têm um trabalho regular. A indústria do entretenimento, certamente, é uma das mais afetada pelo vírus.

O setor cultural corresponde a entre 1% e 4% do PIB nacional. O setor segundo estimativa, ocupava em 2018, mais de cinco milhões de pessoas, entre formais e informais, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O número representando 5,7% do total de ocupados no Brasil. Com eventos suspensos, casas noturnas fechadas, bares que funcionam com horário e capacidade reduzidos— e sem a permissão para shows —, músicos, produtores e técnicos independentes buscam alternativas para a falta de trabalho.

Em Rio das Ostras, o município cadastrou 463 pessoas ligadas ao setor no início da pandemia com dificuldades pela falta de trabalho, dessas 232 foram atendidos pelo município com um auxílio emergencial. Os profissionais também foram cadastrados para receber o auxílio proveniente da Lei 14.017/2020, conhecida como Aldir Blanc, de 29 de junho de 2020. Para Cris  Regis, presidente da fundação cultura: “A medida reconhece a importância da classe e da arte. Durante a pandemia ficou evidente a necessidade artística,” relembra a produtora cultural. Em Macaé, o cadastro já foi finalizado e está em fase de homologação.

Paulinho Moreira e seu sócio Leo Filippone da Like Produtora realizavam cerca de 25 eventos por mês  entre venda e agenciamento de shows, produções, eventos corporativos e privados,  antes da pandemia. Com o setor parado e sem perspectiva de retorno, viram o faturamento da empresa cair quase 80% e  precisaram inovar para driblar a crise. Os sócios da agência fizeram uma fusão com a produtora ArtPhoto e as criações audiovisuais se tornaram o grande diferencial: “começamos oferecendo o formato de lives para os nossos clientes, hoje, temos toda a solução de audiovisual para o mercado, precisamos nos adaptar para enfrentar crise gerada pela pandemia,” concluiu Leo Filippone, sócio da Like.

Lei Aldir Blanc

A Lei Aldir Blanc que prevê auxílio financeiro ao setor cultural. Serão liberados R$ 3 bilhões para os estados, municípios e o Distrito Federal que poderão ser destinados à manutenção de espaços culturais. O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área, podendo ser prorrogado.

Crédito: Divulgação

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