Mídias Sociais

Cultura

Em Macaé, projeto “Lugares de Memória” será aos domingos

Daniela Bairros

Publicado

em

 

No próximo domingo (28), o ‘Lugares de Memória’ será na sede da antiga usina de açúcar na Estrada Macaé Glicério.

Daniela Bairros

O projeto histórico e cultural “Lugares de Memória”, em Macaé, agora será aos domingos. E já neste próximo domingo (28), a iniciativa será realizada na sede da antiga usina de açúcar na Estrada Macaé Glicério.

O projeto integra o Programa de Educação Patrimonial de Macaé, que teve início neste mês. Anteriormente, acontecia às quartas-feiras.

Além de ser realizado a partir de agora aos domingos, a inclusão da Fazenda Airis na programação foi anunciada.

O projeto consiste no acompanhamento de dois historiadores da Secretaria Municipal de Cultura, guiando grupos de visitantes a espaços históricos da cidade. Este mês, no último dia  (7), alunos da Escola Municipal Amil Tanos, no Morro de Santana, participaram do roteiro: Solar dos Mellos e Forte Marechal Hermes/9ª Bateria de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro. Além desses, é oferecido ainda o Roteiro Urbano, uma caminhada que parte do Solar dos Mellos e segue o trajeto ‘De praça à praça’ (da Washington Luís à Veríssimo de Melo), apresentando dez patrimônios histórico-culturais. Há também um quarto roteiro, a visita ao Parque Atalaia, esse em parceria com a Secretaria de Ambiente. No último domingo (14), uma turma do 3º período do curso de Arquitetura da Faculdade Estácio de Sá visitou a Fazenda Airis.

Segundo Bruno Rodrigues, coordenador do Programa de Educação Patrimonial de Macaé, o projeto “Lugares de Memória” expandiu os roteiros de patrimônios materiais históricos da cidade, com o objetivo de contribuir cada vez para a memória, cultura e identidade macaense.

Sobre a antiga usina de açúcar e Fazenda Airis

Os prédios reformados e restaurados da antiga usina de açúcar na Estrada Macaé Glicério abrigam uma coleção permanente que reúne peças dos séculos XIX e XX. Entre elas estão cadeiras Luís XV e neorrococó, cristaleiras, oratórios, escrivaninhas e muitos móveis feitos de jacarandá, árvore que hoje está em extinção e teve o corte proibido.

A fazenda abriga valiosa coleção de móveis reunida por Gonçalo e Angela Meirelles Dias. O espaço interno da usina, constituído de salões onde ficavam as máquinas, é usado para a exposição permanente de dezenas de peças de construção de móveis de madeiras pre­ciosas. Há ainda a também restaurada capela, consagrada a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Fazenda Airis, com santos originais e três telas a óleo do artista plástico Ribeiro Moysés, atrás do altar.

O nome da fazenda se origina da palmeira airis, bastante presente na propriedade e em toda região. A antiga usina de açúcar e álcool, desativada em 1950, foi comprada pelo empresário Gonçalo e sua esposa, em 1999. Depois de ser totalmente restaurada, o local foi transformado em Museu de Mobiliário na cidade de Macaé. A paixão de Ângela Meireles por mobiliário começou com móveis herdados da família Pinho (da Bahia). A partir de então, ela começou adquirir peças em antiquários e leilões.

Para a visita do dia 28 já não há mais vagas. Os grupos de dez a 40 pessoas, com veículo próprio, devem agendar o programa cultural pelo telefone 2759-5049, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A marcação também pode ser feita pessoalmente no Solar dos Mellos, Rua Conde de Araruama, 248, no Centro.

Crédito: Rogério Peccioli

Mais lidas do mês